Safra brasileira de arroz fica em 13.227,3 mil toneladas, segundo a Conab

Conab divulga relatório final sobre safra do arroz 2004/05 e aponta redução de 0,5% no volume estimado em junho.

Com a colheita encerrada na Região Centro-Sul, e restando pouco mais de 1% nos estados do Norte-Nordeste, este levantamento veio confirmar a produtividade e a produção em todas as unidades da Federação. A produção está estimada em 13.227,3 mil toneladas, um incremento de 3,1% em relação à safra anterior e redução de 0,5% relativamente à estimativa divulgada pela Conab em junho último.

A área de plantio no País, nesta safra, apresenta um acréscimo de 7,2% sobre a superfície cultivada na safra 2003/04, totalizando 3,92 milhões de hectares. O maior índice de crescimento é observado na região Centro-Oeste, 13,6%, sobretudo no Estado de Mato Grosso, segundo maior produtor de arroz do País. Mato Grosso é um estado de fronteira agrícola, ou seja, existem grandes áreas de ceerrados ou mesmo de floresta que são incorporadas a cada ano ao processo produtivo e o arroz, por ter um custo menor, é a cultura utilizada como primeira opção na abertura de novas áreas.

Com relação à produtividade, devido às condições climáticas adversas, a cultura sofreu uma redução, em termos de País, de 3,8%¨. Na região Sul, destaca-se o crescimento de 2,6% na produtividade do arroz catarinense, maior do País, 6.800 kg/há. No Rio Grande do Sul e no Paraná, houve redução de 2,5% e 9,4%, respectivamente. No Centro-Oeste, a redução foi de 6,9%. Na região Sudeste e na Norte-Nordeste, houve crescimento de 0,7% e 2,8%, respectivamente.

Analisando as importações ocorridas até 31/07/2005, foram desembarcadas no País o total de 268,1 mil toneladas de arroz base casca, o que permite continuar trabalhando com a hipótese de que serão nacionalizadas 700 mil toneladas, até o final do ano comercial. Com relação às exportações, já haviam sido embarcadas 128,1 mil toneladas de arroz base casca, representando 138,8% em relação ao total do ano passado, sugerindo que a meta de 250 mil toneladas poderá ser alcançada.

Em função dos baixos preços de mercado, é possível estimar um pequeno aumento no consumo humano, de modo que deve atingir 12.500 mil toneladas, ou seja, incremento da ordem de 3,2% em relação à safra anterior.

Com base nos dados anteriores, estima-se que o novo quadro de suprimento deverá apresentar uma oferta total de 15.434,7 mil toneladas, ou seja, incremento de 8,2% em relação à safra passada, para a demanda total de 13.150,0 mil toneladas (aumento de 3,1%) o que fará gerar o aumento de 51,6% no estoque de passagem, que deverá atingir 2.284,7 mil toneladas. Ressalte-se que o estoque de passagem nesse volume não tem sido observado desde a safra 1995/96.

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