Estabilidade no casca. Pressão no beneficiado
O mercado do arroz em casca está refletindo uma estabilidade de preços provocada, principalmente, pelo anúncio de recursos de AGFs e o encaminhamento da prorrogação de custeio. O anúncio de que os primeiros contratos de custeio para a próxima safra já estão saindo, também reduziram um pouco da pressão sobre o mercado. Preocupa o grau de exigências. O mercado do cereal beneficiado ainda não refletiu a estabilidade do casca e segue pressionado.
O mercado do arroz em casca nos três principais estados produtores brasileiros, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso, manteve-se estável nesta semana. O mercado do arroz em casca está refletindo uma estabilidade de preços provocada, principalmente, pelo anúncio de recursos de AGFs e o encaminhamento da prorrogação de custeio. O anúncio de que os primeiros contratos de custeio para a próxima safra já estão saindo, também reduziram um pouco da pressão sobre o mercado. Preocupa o grau de exigências. Há queixas dos produtores pelo fato de o Banco do Brasil estar informando de que não poderão usar o produto de garantia das duas parcelas prorrogadas e que ficarão sem as mesmas no novo custeio. A queixa dos produtores é de ficarão sem liquidez por duas vezes.
O anúncio da Conab de que a safra será 0,5% menor (13,227 milhões de toneladas) também favoreceu a estabilidade dos preços do cereal em casca nesta semana. O mercado tinha expectativa de um aumento nos números. Segundo a Conab, foram colhidas 63,3 mil toneladas de arroz a menos no Brasil do que o projetado no quinto levantamento de safra (13.290). O estoque de passagem, estimado em mais de 2,5 milhões de toneladas por alguns analistas de mercado, deverá ficar em 2,28 milhões de toneladas, segundo a Conab. Diferença de 220 mil toneladas.
A maior parte das regiões gaúchas manteve cotações entre R$ 16,50 e R$ 17,00 para o saco de arroz de 50 quilos com 58% de grãos inteiros. Apesar de muitas consultas e busca de informações sobre grãos de melhor qualidade (60% acima e das variedades BRS Irga 409 e Irga 417), poucos negócios foram realizados. O feriado de 7 de setembro, na quarta-feira, deixou o mercado um pouco mais frio do que o normal, com muitas consultas e um volume menor de negócios. Variedades nobres e com maior volume de inteiros são cotadas entre R$ 18,00 (Litoral Norte) e R$ 18,50 (São Borja).
O arroz com 58% de inteiros (saco de 50kg) é cotado entre R$ 16,00 e R$ 19,00 em Santa Catarina, mas com média de R$ 18,00 na maioria das regiões. No Mato Grosso o saco de 60 quilos de arroz Cirad (50%) é cotado entre R$ 12,00 e R$ 13,00 posto em Cuiabá. O Primavera de 50% de grãos inteiros vale de 17,00 a R$ 18,00 FOB em Sorriso e Sinop e chega a Cuiabá por R$ 20,00 a R$ 20,50.
Beneficiado
Apesar do arroz em casca mostrar certa estabilidade nos últimos 10 dias, esta situação ainda não refletiu no mercado do beneficiado. A pressão do mercado ainda é muito grande, forçando baixa. O fardo de arroz gaúcho e catarinense é comercializado em São Paulo por preço final entre R$ 26,00 e R$ 34,00, com média de R$ 27,50 a R$ 28,00. O arroz do Mato Grosso chega a São Paulo entre R$ 23,00 (Cirad) e até R$ 28,50 (Primavera). O mercado continua firme para os derivados, principalmente canjicão (R$ 23,00/R$ 24,00 60kg) e quirera, R$ 20,50.


