Federarroz protesta contra exigências para prorrogação
Banco do Brasil está exigindo quitação da parcela de setembro e 25% a mais de volume físico de garantia para autorizar a prorrogação, denuncia a Federarroz.
Dirigentes da Federarroz e também o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) passaram o dia em contato com a diretoria do Banco do Brasil, em Brasília, os ministérios da Agricultura e da Fazenda e também com a superintendência do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul nesta terça-feira. Segundo o diretor-executivo da Federarroz, Renato Rocha, a prorrogação do custeio das lavouras de arroz está se tornando muito difícil para os agricultores pelo nível de exigência do Banco do Brasil. O prazo final para os produtores se habilitarem é quinta-feira.
– Além da exigüidade de tempo, que vai prejudicar muita gente, em diversos municípios gaúchos os gerentes estão exigindo o pagamento da parcela de setembro para que o produtor possa prorrogar as primeiras parcelas de custeio, o que não está previsto na resolução publicada na última sexta-feira afirmou Rocha.
Segundo ele, outro motivo de grande preocupação para os arrozeiros é o fato de o banco exigir um recibo de depósito com acréscimo de 25% sobre o volume físico de garantia, quando o produto em garantia deveria ser o mesmo. Renato Rocha afirma que o recibo de depósito para o custeio foi preenchido com base em R$ 20,00 e agora o banco está trabalhando em cima de R$ 16,00 para a garantia.
– Isso faz com que o produtor precise imobilizar mais 25% de produto físico de garantia.
Segundo o dirigente da Federarroz, o Banco do Brasil precisa esclarecer isso logo.
– É um custo para o governo criar um mecanismo para amenizar os problemas do setor. E quando cria, junto vem um monte de exigências que acabam dificultando o acesso frisou.
Para Rocha, o ideal é que o recibo de depósito seja mantido em cima de R$ 20,00 que é o preço mínimo de garantia estipulado pelo Governo Federal para o mercado do arroz, não exigir o pagamento da parcela de setembro e dilatar o prazo para que os agricultores se habilitem ao mecanismo.


