Governo retomará leilões de opção privada, diz Heinze
Os contratos serão destinados para 60 mil toneladas.
Governo e iniciativa privada acertaram hoje, em reunião no Ministério da Agricultura, a retomada dos leilões de opções privadas para o arroz. Serão oferecidos contratos num volume total de 60 mil toneladas, informou o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), que se reuniu com técnicos da Secretaria de Política Agrícola da pasta na manhã desta quarta-feira. O edital para os leilões deve ser divulgado na próxima semana, acrescentou. Os leilões foram interrompidos há algumas semanas, por falta de demanda.
Numa operação de opção privada, o governo define um valor máximo e o oferece, por meio de leilões, às indústrias. O valor pode baixar conforme a demanda no leilão. O “comprador” do prêmio se compromete a lançar opções, num leilão posterior, para os produtores, que ficam obrigados a entregar determinado produto aos compradores. Na operação, os produtores receberão um valor também definido pelo governo. O custo para o governo é o prêmio oferecido às indústrias.
Segundo Heinze, a idéia é garantir R$ 20 por saca de 50 quilos aos arrozeiros. O valor do prêmio será definido no edital. Também ficou acertado na reunião que o governo vai efetivar a comprar de 110 a 120 mil toneladas de arroz no Rio Grande do Sul, operação que demandará R$ 45 milhões. Essa compra, tecnicamente chamada de Aquisição do Governo Federal (AGF), já havia sido acertada, mas não concretizada pelo governo.
– Os produtores que estão na fila para entregar produto ao governo serão atendidos – comentou Heinze.
O parlamentar cobrou do governo a “promessa” de liberação de mais R$ 600 milhões para apoiar a comercialização de arroz, algodão e farinha de mandioca. Em junho, lembrou o deputado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu, em visita ao Rio Grande do Sul, a liberar esse total no segundo semestre.
-Já estamos praticamente em outubro e nada do dinheiro – comentou. O acordo previa a liberação de R$ 400 milhões no primeiro semestre, o que foi cumprido pelo governo.
Fonte: O Estado de São Paulo


