Carlos Cogo prevê recuperação dos preços do arroz no segundo semestre de 2006
O consultor explicou que a produção brasileira de arroz deve recuar em média 15% no Brasil na safra 2005/06.
O consultor de mercado Carlos Cogo apresentou uma vídeo-conferência durante o 11º Encontro da Cultura do Arroz, em Sinop (MT) com o tema Tendências do mercado de arroz.
Ele explicou que a produção brasileira de arroz deve recuar, em média, 15% no Brasil na safra 2005/2006, segundo a primeira estimativa de sua empresa.
– Caso essa redução seja confirmada, a produção deve cair do recorde de 13,227 milhões de toneladas na safra 2004/2005 para 11,243 milhões de toneladas na safra 2005/2006 – afirma.
Cogo alerta que com esse estoque inicial em 2005/06 e uma produção de 11,243 milhões de toneladas, projetada para a próxima safra, considerando um consumo de 13,222 milhões de toneladas, exportações de 200 mil toneladas (base casca) e importações reduzidas para 700 mil toneladas (base casca), os estoques de passagem (estoques finais) da safra 2005/2006 devem recuar para 905 mil toneladas.
– Esses estoques de passagem projetados para o final da safra 2005/06 equivalem a apenas 25 dias de consumo, frente aos estoques equivalentes a 67 dias de consumo no final da safra 2004/05 – afirma.
O consultor diz que a redução de área deve ser mais intensa no Mato Grosso, mas também deve ser registrada queda nos Estados do Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Pará e Maranhão.
– Em Santa Catarina, não deve ocorrer redução de área e no Rio Grande do Sul a queda está estimada preliminarmente em 5%, em decorrência da escassez de recursos para a condução da safra, já que as reservas hídricas estão em recuperação. Com a redução de área que deve marcar a próxima safra 2005/06, os preços devem iniciar um processo de recuperação, com ênfase no segundo semestre de 2006 – salienta.
Segundo ele, a própria prorrogação das dívidas impactou o volume de crédito disponível para o próximo ciclo. O esforço do Ministério da Agricultura, para atenuar essa crise, através da criação de linhas de crédito via recursos do FAT/BNDES, não está surtindo o efeito desejado.
– Talvez pela demora em regulamentar o formato operacional e a liberação desses recursos, talvez pela baixa atratividade que o mecanismo proposto ofereceu às empresas fornecedoras de insumos. O fato é que a tendência de queda na disponibilidade de crédito não foi revertida – conclui.


