APA diz que quadro é nebuloso e evita previsões
Segundo o presidente da APA, Angelo Maronezzi, nas próximas semanas “tudo pode acontecer” com relação a safra de arroz no Mato Grosso.
O presidente da Associação dos Produtores de Arroz de Mato Grosso (APA), Ângelo Maronezzi, disse que o quadro para o setor é nebuloso e evitou fazer qualquer previsão sobre o percentual de queda na próxima safra.
– Tudo é uma incógnita. Estamos perdidos e ainda não temos uma projeção do que possa ocorrer nas próximas semanas.
Na opinião de Maronezzi, tudo pode acontecer daqui para frente.
– Podemos ter uma queda sem precedentes na área de plantio, assim como a situação pode se ajustar para o produtor até o final do ano. Ou pode, ainda, ocorrer uma migração de plantio de soja para o arroz caso os sojicultores tenham dificuldades em plantar e optem pela rotação – aponta ele.
Na avaliação dos produtores, a queda da área plantada poderá chegar a até 60% caso não seja encontrada uma solução para o problema do endividamento do setor. Os orizicultores dependem também de crédito para custeio e já anunciaram que irão reduzir o nível de tecnologia nesta safra. Isso significa que, ainda plantando a mesma área, a produção sofrerá queda por causa de menos adubos que serão utilizados no plantio.
De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na safra passada (04/05), a área plantada de arroz no Estado contabilizou 729,6 mil hectares (ha) e a produção, 2 milhões de toneladas (t).
ESTOQUE – O presidente da APA entende ser necessário reduzir ao máximo o estoque de passagem para que os produtores possam entrar na próxima safra com menos excedente e com possibilidade de preços remuneradores.
– Precisamos enxugar o mercado, pois o excesso de oferta está colocando o produtor em uma situação muito difícil. Ele não está conseguindo vender para se capitalizar para a próxima safra.
Na opinião de Maronezzi, o governo Federal deve reforçar a sua política de manutenção de preços para que o produtor saia do sufoco e comece a planejar o plantio.
A associação defende uma revisão nos preços mínimos para o arroz produzido na região Norte em função do alto custo de produção.


