Bancada do agronegócio discute pleitos com Rodrigues

As reivindicações recaem sobre a prorrogação das parcelas de 2005 das dívidas do crédito rural e sobre a liberação de recursos para a comercialização dos grãos e para a área de defesa sanitária animal.

Em reunião na manhã da última quinta-feira (06) com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, os membros da bancada do agronegócio reforçaram a urgência no atendimento de pelo menos três pleitos do setor. As reivindicações recaem sobre a prorrogação das parcelas de 2005 das dívidas do crédito rural e sobre a liberação de recursos para a comercialização dos grãos e para a área de defesa sanitária animal.

Sobre os R$ 600 milhões prometidos pelo Planalto em junho para apoiar a venda dos produtos com problemas de preço no mercado, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) informa que o grupo deixou duas alternativas ao governo: o pagamento imediato do montante, anunciado para ser quitado em agosto, ou a liberação de R$ 300 milhões – metade da verba – para este mês e o restante para o início de novembro.

As parcelas, vencidas ou vincendas em 2005, da securitização, do Programa Especial de Saneamento de Ativos (Pesa) e do Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária (Recoop) também foram alvo do debate. Segundo Heinze, a intenção é ‘jogar’ as prestações dos produtores adimplentes, que tiveram frustração de safra – por conta da seca – ou de preço, para o final do contrato.

– Os agricultores estão sem renda; descapitalizados; não conseguem nem honrar os compromissos do custeio, quem dirá os dos programas renegociados. É preciso a intervenção do Planalto para que o setor possa sair da crise que enfrenta – desabafou.

O parlamentar destacou que o faturamento bruto das 25 principais commodities agropecuárias apresentou queda de R$ 18,1 bilhões, de janeiro a julho deste ano, em relação a igual período de 2004.
Heinze lembrou ainda que as parcelas atrasadas da securitização alongada em 2001 já passam da casa dos 23%. O progressista alerta que, se o Executivo não adotar nenhuma medida de ‘socorro’, o índice aumentará após 31 de outubro – data do vencimento da operação.

Para a área de defesa sanitária, a bancada segue cobrando a liberação de R$ 60 milhões. De acordo com Heinze, o ministro Rodrigues se mostrou solidário às propostas apresentadas, mas advertiu que as tratativas com a equipe econômica do governo são difíceis.

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