Irga e Somar divulgam análise climática para a safra de verão no RS
Neste verão, o risco de estiagens deve ocorrer de forma mais diluída ao longo da estação e não tão concentrado (fevereiro e março) como o ocorrido nas últimas duas safras.
As chuvas ocorridas no inverno e agora durante a primavera foram importantes para a recuperação dos níveis das barragens, rios e lagoas das regiões produtoras de arroz do Rio Grande do Sul. No entanto, em algumas regiões não foram suficientes para recuperar totalmente o déficit hídrico acumulado desde 2004. Por exemplo, na região de Uruguaiana o acumulado de chuvas em 2005 fica em torno de 950mm quando a média para o período (janeiro a outubro) varia em torno de 1200mm.
Condição semelhante se observa na região de Dom Pedrito, onde o acumulado de chuva de janeiro a 12 de outubro e de aproximadamente de 960mm, quando normal para o período é em torno de 1250mm. No entanto, essa recuperação do déficit hídrico deve continuar até novembro, pois há previsão de novos episódios de chuvas, inclusive chuvas fortes, que podem atrapalhar ou retardar o período de plantio. Isso, porém, não deve comprometer definitivamente, pois a tendência é que para o final de outubro e novembro a freqüência das chuvas deve diminuir.
Portanto, mais uma vez recomendamos cautela do produtor na hora de dimensionar a área plantada em relação à água disponível. Essa preocupação deve ser maior ainda, pois não há previsão de um verão chuvoso. Pelo contrário, a previsão para o próximo verão é de chuvas abaixo das médias climatológicas, inclusive com ALTO risco de ocorrerem estiagens regionalizadas.
Portanto, não se pode estabelecer uma comparação direta com o ocorrido na última safra. Neste verão, o risco de estiagens deve ocorrer de forma mais diluída ao longo da estação e não tão concentrado (fevereiro e março) como o ocorrido nas últimas duas safras. Ou seja, devem ocorrer períodos de estiagem durante a fase vegetativa da planta e não necessariamente tão intensos e de forma generalizada nas fases de floração e enchimento de grão. Todos sabem que se a última safra tivesse tido pelo menos um episódio de chuva entre o final de fevereiro e o início de março, em muito ajudaria àqueles que enfrentavam problema de falta de água.
Entre as regiões produtoras de arroz do Rio Grande do Sul, o risco maior de estiagens, mais uma vez se concentra nas regiões da Fronteira Oeste, Campanha e Sul, para onde os modelos de previsão climática (rodada de outubro) indicam entre dezembro e janeiro desvios negativos de chuva variando em média entre 30 e 50 %.
Com informações de: Somar Meteorologia
Maiores informações acesse o link:
http://www.irga.rs.gov.br/arquivos/20051014143917.pdf


