Amostras de arroz Cirad já foram para o Iraque
O Brasil aguarda com muita expectativa a avaliação das amostras de arroz longo pelos importadores do Oriente Médio.
É grande a expectativa brasileira sobre a aprovação das amostras de arroz longo (Cirad) enviadas para os importadores do Oriente Médio que estão interessados em estabelecer um canal com o Brasil para levar este produto até o mercado iraquiano. As amostras já foram enviadas e a partir da sinalização positiva dos importadores serão iniciadas as tratativas para o envio de um contêiner de arroz beneficiado, utilizado em uma nova fase de testes. Se novamente aprovado o produto brasileiro, viabilizada a logística e os preços, o negócio poderá ser concretizado.
O técnico em planejamento da Conab, Paulo Morceli, intermediou a aproximação entre importadores e uma trade brasileira e acompanha as negociações torcendo para que o negócio seja viabilizado.
– Os primeiros passos foram dados. Reunimos os interessados em comprar e em vender o produto, as amostras já foram enviadas. A negociação tem boas chances de se concretizar explicou Morceli.
A exportação para o Iraque pode ser uma solução para parte dos excedentes de arroz Cirad, classificado como longo, do Mato Grosso. O Iraque importa 1,2 milhões de toneladas de arroz beneficiado por ano: 200 mil toneladas de arroz longo-fino e 1 milhão de grãos longos. A seu favor o Brasil tem o baixo valor da matéria prima e os excedentes de aproximadamente 800 mil toneladas de arroz Cirad. O maior desafio é a logística, a desvalorização do dólar perante o real (câmbio), a burocracia e o chamado Custo Brasil, uma soma de burocracia e taxas que retiram competitividade das empresas brasileiras.


