Plantio é reduzido nas margens da Lagoa dos Patos

Devido à estiagem do verão, em agosto a Lagoa dos Patos apresentava índices elevados de sal inviabilizando a irrigação necessária ao cultivo de arroz e preocupando os arrozeiros.

Devido à estiagem do verão, em agosto a Lagoa dos Patos apresentava índices elevados de sal inviabilizando a irrigação necessária ao cultivo de arroz e preocupando os arrozeiros.

Com a contagem regressiva do plantio apertando o passo, muitos produtores de Pelotas desistiram de utilizar as terras próximas à lagoa. Júlio Lara, que em 2004 plantara 760 hectares no município, hoje não vai utilizar a área.

– Esperamos até 30 de agosto. Sem a modificação do cenário, optamos por Santa Vitória – explica.

Com a chuva de setembro, o sal diluiu e o problema passou. Entretanto, outra dificuldade tomou fôlego: o preço baixo do produto. Produtores que poderiam ter voltado atrás na decisão de reduzir a área devido à salinidade da água mantiveram a escolha. Por isso, a área próxima à lagoa cultivada em Pelotas cairá de 8 mil para 5.450 hectares.

– Em agosto, decidi reduzir a área do plantio para 180 hectares, limite de capacidade da minha reserva em açude alheia ao sal. Agora a salinidade foi embora. Eu poderia plantar novamente 320 hectares, mas e o preço? – argumenta o produtor pelotense Marco Oppitz.

Em Camaquã e São Lourenço do Sul deve haver manutenção da área cultivada nas terras onde a água da lagoa é captada para irrigação..

– Antes de setembro, a situação era crítica. Hoje ainda existem bolsões de sal, que podem se deslocar para a margem devido aos ventos. Com isso, o plantio na região está atrasado – avalia Marcos Souza Fernandes, gerente do Instituto Riograndense do Arroz (Irga).

Com a contagem regressiva do plantio apertando o passo, muitos produtores de Pelotas desistiram de utilizar as terras próximas à lagoa. Júlio Lara, que em 2004 plantara 760 hectares no município, hoje não vai utilizar a área.

– Esperamos até 30 de agosto. Sem a modificação do cenário, optamos por Santa Vitória – explica.

Com a chuva de setembro, o sal diluiu e o problema passou. Entretanto, outra dificuldade tomou fôlego: o preço baixo do produto. Produtores que poderiam ter voltado atrás na decisão de reduzir a área devido à salinidade da água mantiveram a escolha. Por isso, a área próxima à lagoa cultivada em Pelotas cairá de 8 mil para 5.450 hectares.

– Em agosto, decidi reduzir a área do plantio para 180 hectares, limite de capacidade da minha reserva em açude alheia ao sal. Agora a salinidade foi embora. Eu poderia plantar novamente 320 hectares, mas e o preço? – argumenta o produtor pelotense Marco Oppitz.

Em Camaquã e São Lourenço do Sul deve haver manutenção da área cultivada nas terras onde a água da lagoa é captada para irrigação..

– Antes de setembro, a situação era crítica. Hoje ainda existem bolsões de sal, que podem se deslocar para a margem devido aos ventos. Com isso, o plantio na região está atrasado – avalia Marcos Souza Fernandes, gerente do Instituto Riograndense do Arroz (Irga).

Deixe um comentário

Postagens relacionadas

Receba nossa newsletter