Conab libera mais R$ 20 mi para AGF em MT
Recursos são suficientes para a aquisição de mais 100 mil toneladas de arroz no MT.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) colocou à disposição de Mato Grosso mais R$ 20 milhões para a compra de 50 mil toneladas (t) de arroz, por meio das Aquisição do Governo Federal (AGF). Até agora já foram adquiridas 178,10 mil/t com recursos da AGF no Estado, totalizando uma comercialização de R$ 46 milhões.
O analista de mercado de Arroz da Conab, Paulo Morceli, informou que os recursos já foram liberados e se encontram à disposição da Conab, para atender às necessidades do mercado regional.
Morceli lembrou que o governo deve aplicar em AGF este ano R$ 407,30 milhões, com previsão de adquirir 980 mil/t de arroz. Já foram adquiridas no período de janeiro a novembro deste ano 677,21 mil/t, totalizando R$ 208,52 milhões em AGF. Desse total, R$ 165,30 milhões são relativos a contratos de opção privados (PROP).
De acordo com o analista da Conab, o governo vem procurando colocar dinheiro no mercado sistematicamente para a compra do produto no Estado.
– O mercado que estiver com dificuldades é atendido imediatamente pela Companhia, que aloca os recursos necessários para sustentar preços para o produtor – ressalta.
SOLUÇÃO
Paulo Morceli afirmou que os produtores devem encontrar uma solução para o problema do excesso de oferta de arroz no mercado.
– O excesso de produção é sempre ruim para o produtor, pois o mercado é regulado pela lei da oferta e da procura. Não quero dizer que devemos reduzir a produção, mas acho que uma das saídas seria encontrarmos novos mercados – orienta.
O analista da Conab lembrou que o aumento da produção é importante para o crescimento do agronegócio e para o fortalecimento da balança comercial.
– Mas, antes de garantirmos uma super safra, é preciso encontrar mercados compradores, seja no Brasil ou no exterior, pois sempre que houver excesso de produção sempre haverá preços baixos.
Ele acredita que com a aquisição de quase um milhão de toneladas por meio das AGFs, o mercado tende a ser pressionado para baixo e, com isso, os produtores passam a ter novos horizontes de preço.
– Também não é viável para produtor e indústria remunerar a estocagem da produção, pois as taxas de juros são elevadas e o custo do armazenamento só impacta no custo geral de produção.
Na avaliação de Morceli, nenhum setor deve produzir além da quantidade para atender às necessidades de consumo e exportações.
– Entendo que a redução de produção prevista pelo IBGE é salutar para o mercado, que está necessitando de um ajuste.
Ele diz ainda que o agricultor que produz com custos elevados, pensando em repassar para o consumidor, está cometendo um erro. Para Morceli, o produtor tem que ser coerente e produzir dentro de um nível que ele seja remunerado adequadamente e consiga tocar a sua atividade.
– Tem que haver uma equação de equilíbrio. Se o produtor não se atentar para a questão de custos, ele pode se dar ma – afirma o analista, acrescentando ser necessário reduzir o estoque de passagem para que os produtores possam entrar na próxima safra com menos excedente e com possibilidade de preços mais atrativos e, principalmente, remuneradores


