Irga analisa perspectivas do arroz na África

Estudo do Irga mostra que o novo parceiro comercial do Brasil na área do arroz – a África – tem um grande potencial de consumo.

O cenário econômico do setor orizícola brasileiros apresentou algumas características novas no ano de 2005. Com a conquista da auto-suficiência, a participação do Brasil no comércio internacional de arroz como ofertante passou a ser concretizada, atingindo inclusive recordes de exportação.

Os países africanos vêm se destacando como principais mercados do arroz brasileiro e, por isso, o panorama orizícola africano merece uma análise mais detalhada. Cerca de 87% do volume de arroz exportado pelo Brasil entre janeiro e novembro de 2005 foram para países do continente africano. O Senegal é, até o momento, o principal comprador do cereal brasileiro, sendo 100% de arroz quebrado.

Apesar do arroz estar presente em todos os países africanos, a produção do cereal na África está concentrada em poucos países. Apenas quatro países – Egito, Nigéria, Madagascar e Costa do Marfim – são responsáveis por aproximadamente 73% da produção de arroz do continente africano.

Ainda sem o volume suficiente para abastecer a demanda interna, os países africanos, mais especificamente os sub-saharianos, são altamente dependentes das importações. Estima-se que mais de um bilhão de dólares são gastos por ano com as importações de arroz pela África. Nos países do Oeste da África, o consumo está crescendo aproximadamente 6% ao ano, um ritmo de incremento que não é acompanhado pela produção.

Numa busca pela minimização ou reversão deste quadro, investimentos foram feitos visando o aumento da produtividade com o desenvolvimento de variedades híbridas, conhecidas como NERICA ou New Rice For África. Estas variedades buscam agregar a alta produtividade dos cultivares asiáticos às variedades nativas africanas (já adaptadas às difíceis características ambientais do continente).

Segundo dados da FAO, a produção de arroz na África nos últimos três anos foi de aproximadamente 18,2 milhões de toneladas e apresenta crescimento médio de 3% ao ano. O continente mantém uma participação em torno de 2,5% a 3% da produção mundial. Já o consumo do cereal na África, apresentou um forte incremento, tanto no geral quanto per capita. O consumo total, no período de 1961 a 2002, cresceu a uma taxa anual de 4,1%, enquanto o consumo per capita apresentou um incremento de 1,47 ao ano neste mesmo período.

A análise do mercado africano e mais informações sobre as exportações brasileiras de arroz podem ser acessadas no link:

http://www.irga.rs.gov.br/arquivos/20051229173838.pdf

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