Subsídios atrapalham exportações de arroz

O crescimento das exportações de arroz brasileiras esbarra .

O crescimento das exportações de arroz brasileiras esbarra nos subsídios concedidos pelo governo norte-americano aos orizicultores. A tese foi defendida pelo presidente do Instituto Ícone, Marcos Jank, durante o programa ‘Correio Rural’, transmitido sábado pela Rádio Guaíba. ‘Os preços garantidos aos produtores deles são mais elevados do que os preços internacionais’, lembrou. Ele garante que o Brasil irá recorrer na questão junto aos países que participaram da OMC. Segundo o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, o momento é bom para abrir mercado. ‘Teremos algumas dificuldades de preço, mas deverá ocorrer uma preocupação por parte do governo em recuperar os preços porque é ano eleitoral’, disse.

O programa também abordou o consumo de arroz no Rio Grande do Sul, que diminuiu nos últimos anos. Segundo o presidente do Irga, Pery Coelho, se cada pessoa comesse uma colher de café de arroz a mais por dia, o consumo anual do Estado aumentaria em 400 mil toneladas. ‘Os hábitos da sociedade mudaram, houve a migração da mulher para o mercado de trabalho e ela não cozinha mais’, argumentou. O presidente da SLM Ogilvy, Valdir Loeff, diz que o grão passou a ser mero complemento alimentar. ‘Quisemos trazer o arroz como parceiro fundamental do prato principal, e também chamar a atenção das crianças, pois o resultado vem em longo prazo’, explicou. O programa ainda teve a participação especial do orizicultor João Jardim, autor do livro ‘Quexé, mito ou realidade’, onde conta a história do seu pai. ‘Ele solidificou a vida sobre o cultivo do arroz’, conta.

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