Integração e renda estão entre as prioridades
Sindicatos querem manter a uniade da classe.
Independentemente do resultado da eleição presidencial à Farsul, os representantes dos sindicatos rurais querem um sindicalismo forte que agregue interesses da classe produtiva e que integre os setores primários. A tônica prevaleceu ontem durante a votação na sede da entidade, na Capital, que reuniu delegados dos sindicatos rurais e correligionários. Como definiu o presidente do Sindicato Rural do Vale do Paranhana, Sérgio Inácio Coelho Luce, ‘seja vencedor ou perdedor, não pode haver divisão na nossa classe’.
Representante de sete municípios da região, Luce sugeriu apoio e interiorização entre os 133 sindicatos e maior representatividade junto ao Ministério da Agricultura, em Brasília.
O presidente do Sindicato Rural de Mostardas, Domingos Velho Lopes, reforçou o compromisso esperado.
– A Farsul precisa seguir trabalhando para acrescer renda, proteção e valor agregado ao campo – disse. Já o presidente do Sindicato Rural de Caçapava do Sul, Júlio Tatsch, foi mais incisivo.
– Precisamos de um sindicalismo de resultados, que dê resposta no caixa – frisou. Tatsch lembrou que, desde 1985, quando começou a produzir, nunca viu, como agora, um período em que o produtor estivesse trabalhando tanto no vermelho.
Durante todo o dia, foi grande o corpo-a-corpo dos candidatos para conquistar os últimos votos. Com a chuva, os apoiadores das duas chapas aglomeraram-se na entrada do saguão do prédio. Por coincidência, os dois lados estavam uniformizados de camisetas verdes. Para aliviar a tensão e passar o tempo, os produtores fizeram até uma bolsa de apostas sobre o capô de uma caminhonete. Venceu o presidente do Sindicato de Rosário do Sul, Arilton do Amaral, que acertou o placar final da eleição.


