Terminais esperam uma boa movimentação de grãos em 2006
O porto gaúcho conta com uma estrutura com quatro terminais especializados na movimentação de granéis: Bianchini, Bunge, Termasa e Tergrasa.
Os terminais graneleiros do Porto do Rio Grande têm boas expectativas para a exportação de granéis agrícolas da safra 2005/2006 do Rio Grande do Sul. Segundo a Emater e o 3º levantamento de grão 2005/2006 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra do Estado deverá atingir uma produção de 8,2 milhões de toneladas de soja e 6,2 milhões de toneladas de arroz. Soma-se a isso o trigo com 1,5 milhão de toneladas.
A seca que atingiu o Rio Grande do Sul e provocou forte diminuição da safra 2004/2005, ocasionando a queda nas exportações de granéis agrícolas, deixou a estrutura portuária de Rio Grande ociosa. O porto gaúcho conta com uma estrutura com quatro terminais especializados na movimentação de granéis: Bianchini, Bunge, Termasa e Tergrasa. Ao todo o porto possui uma capacidade de armazenagem estática de 1,6 milhões de toneladas, podendo receber por dia 78 mil toneladas e expedir outras 100 mil toneladas/dia.
Os terminais que no ano passado movimentaram 3,2 milhões de toneladas esperam esse ano atingir em torno de 9 milhões de toneladas. Número esse considerado bastante positivo pelas administrações dos terminais. O grande destaque deverá permanecer com a exportação de soja, que tem como principal comprador os países da Ásia. Já a movimentação de trigo este ano deve aumentar em torno de 10% pelo Porto do Rio Grande.
A cabotagem será o forte neste setor, visto que o trigo gaúcho, que apresenta grande qualidade, será enviado para os estados do Nordeste brasileiro com o auxílio do Prêmio de Escoamento da Produção (PEP) da Conab. O PEP é um instrumento de política agrícola que concede subvenção econômica aos interessados em adquirir produto diretamente do produtor e/ou cooperativa, garantindo-lhes o pagamento do valor de referência, sob a condição de escoar o excedente da safra para a região de consumo.
Conforme o diretor do complexo Termasa e Tergrasa, Guilhermo Dawson, a exportação do trigo gaúcho é mais difícil de se concretizar, dependendo muito das condições do mercado internacional.
– Nós poderemos ter viabilidade nas exportações de trigo, se por exemplo, um dos país tradicionais na produtor de trigo tiver uma quebra na safra, assim teríamos uma oportunidade de mercado em oferecer nosso produto que possui boa qualidade – salienta Dawson.
Já o arroz, que no ano passado registrou a maior exportação dos últimos 20 anos, deverá continuar a ser exportado, tendo como principal comprador o Senegal. O RS possui uma logística favorável para envio do produto à África. No entanto, a movimentação dependerá do preço do arroz e do câmbio favorável as exportações. Além disso, deve haver uma grande envio de arroz para os estados do Norte e Nordeste do Brasil, aumentando a movimentação do porto gaúcho.
Segundo o superintendente do Porto do Rio Grande, Vidal Áureo Mendonça, as perspectivas para a movimentação da safra 2005/2006 pelo porto rio-grandino são as melhores, pois há uma grande infra-estrutura para operação de granéis e não conta com filas de caminhões.
– Além disso, os canais de acesso ao Porto devem ser dragados em breve. Assim, garantiremos a segurança nas operações portuárias – ressalta Mendonça.


