Desabastecimento é descartado pelo sindicato das indústrias
Enquanto quem planta revela que vai faltar arroz para o abastecimento das beneficiadoras, a indústria afirma que, mesmo com queda de mais de 60% na produção estadual, há volume suficiente para manutenção da atividade neste ano.
Mais uma polêmica surge entre o setor industrial e orizicultores mato-grossenses. Enquanto quem planta revela que vai faltar arroz para o abastecimento das beneficiadoras, a indústria afirma que, mesmo com queda de mais de 60% na produção estadual, há volume suficiente para manutenção da atividade neste ano.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação no Estado de Mato Grosso, Marco Lorga, descarta a possibilidade de desabastecimento e acredita na chegada de novas variedades ao mercado local. Ele destaca que as 150 indústrias mato-grossenses consomem 1,7 mil toneladas (t) de arroz em casca anualmente.
– Na safra passada a produção do Estado foi superior à demanda industrial, foram 2,2 milhões/t.
Com relação aos estoques da safra 04/05, estima-se que haja nas mãos da iniciativa privada (produtor e indústria) cerca de 400 mil/t do cereal e outras 200 mil/t na Conab. A safra atual (05/06) prevê, de acordo com levantamento da companhia, produção de 860 mil/t. Diante dos números, Lorga acredita na normalidade.
– De toda a produção, apenas 200 mil/t são consumidas internamente, há volume para as indústrias.
Apesar dos números, o presidente da Associação dos Produtores de Arroz de Mato Grosso (APA/MT), Ângelo Maronezzi, afirma que nesta safra haverá falta do cereal.
– Sem o Cirad, há perda de competitividade para as indústrias.
O gerente de beneficiamento do arroz do grupo Tio Urbano, de Sinop, Avibar Ribeiro, teme a falta do grão.
– Temos produção menor e de baixa qualidade nesta safra. Logística para trazer arroz de outros não há. Nossa capacidade é de beneficiar 1,5 mil sacas ano. Acredito que não vamos chegar à metade. Em julho teremos um termômetro da situação.


