Prorrogação traz fôlego a orizicultor

Prazo de 60 dias oferecido pelo governo abre espaço para diálogo. Farsul quer apoio a investimento.

O anúncio da prorrogação das dívidas de custeio para as culturas de arroz, algodão, milho, soja, sorgo e trigo que venceriam na próxima semana e no fim de abril, para 60 dias, contempla em parte o setor produtivo gaúcho.

Segundo o gerente de agronegócios do Banco do Brasil no RS, José Kochhann Sobrinho, a prorrogação atende ao setor arrozeiro conforme determina resolução do Banco Central.

– A resolução no 3314 que tratou da prorrogação das parcelas do arroz vencidas em julho e agosto para março e abril beneficia os arrozeiros – salienta.

Para o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, o tempo é curto e a medida não atende totalmente à solicitação.

– Queríamos 120 dias para evoluir o roll de tratativas com o governo e pedimos também alongamento para dívidas de investimento – salientou.

Segundo o presidente do Irga, Pery Coelho, a medida traz ‘fôlego para o mercado e dá prazo para reestruturação’. O presidente da Federarroz, Valter José Pötter, adverte:

– Vamos pedir a securitização dessas parcelas que estão sendo alongadas. Ainda não é o ideal, a situação é provisória – frisou, sobre o apoio que beneficiará mais de 500 produtores.

Os detalhes da medida foram acertados entre o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e o Ministério da Fazenda. Segundo Rodrigues, a decisão faz parte de ações que estão sendo estudadas para ajudar o setor e ‘visa dar fôlego aos produtores’.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa), Ivan Wedekin, que esteve também reunido com o vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil, Ricardo Conceição, garantiu orientação às agências bancárias.

– Elas serão informadas para prorrogar para maio e junho as dívidas de custeio a vencer agora – acrescentou.

Segundo o Mapa, a prorrogação das parcelas das dívidas contraídas para custeio no ano-safra 2004/2005 atinge produtores que tiveram prejuízos provocados por problemas climáticos, baixos preços de comercialização de suas lavouras, elevação de custos e também em decorrência da desvalorização cambial. Ao todo, o anúncio deve protelar mais de R$ 200 milhões no país.

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