Leilão poderá ter ágio

Leilão do PEP está marcado para a próxima sexta-feira. A tendência é de negociar toda a oferta de 60 mil toneladas.

O leilão de Prêmio de Escoamento de Produção (PEP) marcado para a próxima sexta-feira na Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) poderá ter uma procura maior do que a oferta de 60 mil toneladas (50 mil no Rio Grande do Sul e 10 mil em Santa Catarina). O prêmio previsto é de R$ 139,00 (R$ 6,95/saco – 50 kg), mas ainda não foi confirmado.

Giuliano Ferronatto, da Corretora Mercado, acredita que dois fatores devem interferir numa procura maior pelo mecanismo de comercialização: a virada de mês, que prorrogaria a entrega de documentos, e o fato de algumas grandes empresas ficarem de fora do último leilão.

Para Vilson Riva, superintendente da BBM, há um indicativo de grande concorrência para o próximo leilão.

– Devemos confirmar a negociação das 60 mil toneladas sem maiores problemas, pois estamos percebendo que a indústria está bastante interessada e os negócios são bastante atrativos também para os produtores, já que o mercado está pagando em média R$ 17,00 e no PEP é garantido o preço mínimo de R$ 22,00 para o saco de arroz de 50 quilos na faixa de 58% de inteiros – explicou.

INCÓGNITA

Se o leilão do PEP tem garantia de demanda, o do PROP, previsto para a próxima terça-feira, é considerado uma incógnita pelos agentes de mercado e pelas corretoras. As novas regras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que impedem a negociação dos contratos entre a indústria e seus próprios diretores e acionistas, pode mudar o quadro de sucesso verificado no ano passado. Em 2005 foram corriqueiras as operações de comercialização do leilão do PROP entra as indústrias e seus próprios diretores na condição de produtores.

As novas regras moralizam os negócios, mas não garantem a comercialização.

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