Agricultores do RS dizem que pacote não acaba com crise
Protestos nas estradas gaúchas devem acabar.
A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul
(Farsul) declarou que o pacote de R$ 60 bilhões, anunciado ontem pelo governo federal, é bom para o momento, mas não resolve as sucessivas crises enfrentadas pela agropecuária. Os recursos são 12% superiores ao valor destinado para a safra passada. O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, entende que as medidas são uma resposta à pressão dos produtores.
Segundo o anúncio feito ontem, parte dos créditos de custeio da atual safra será prorrogada por quatro anos, em parcelas anuais, com a primeira vencendo 12 meses após a data da renegociação. No caso da soja, haverá uma prorrogação de 50% do crédito.
Para o arroz, haverá prorrogação de 40% da dívida que vence este ano. Os 60% restantes serão negociados individualmente. O presidente da Federarroz, Valter Potter, disse que o governo precisa facilitar o acesso aos recursos para a comercialização da safra atual.
Na agricultura familiar os descontos nos financiamentos serão de 30% no arroz, 25% para a soja, 22% para o milho e 15% para o feijão. Produtores de leite terão desconto de 12%.
De acordo com o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Ezídio Pinheiro, mesmo com a insatisfação sobre alguns pontos do pacote, os protestos nas estradas devem acabar. A Fetag reúne agricultores hoje em Carazinho para discutir as medidas. A Farsul prepara avaliações no fim de semana em Dom Pedrito e Tupanciretã.


