RS: Produtor dá trégua ao governo

O prazo, que varia de sete a dez dias, servirá para que o setor confira, junto aos bancos, a implementação das medidas anunciadas pelo governo federal no Plano Safra 2006/2007 e no pacote de apoio, na quinta-feira.

Os arrozeiros e os produtores filiados aos sindicatos rurais do Estado decidiram dar uma trégua nas mobilizações pelo Rio Grande do Sul. O prazo, que varia de sete a dez dias, servirá para que o setor confira, junto aos bancos, a implementação das medidas anunciadas pelo governo federal no Plano Safra 2006/2007 e no pacote de apoio, na quinta-feira.

O presidente da Comissão de Arroz da Farsul, Francisco Schardong, acredita que menos de 50% dos agricultores conseguirão preencher as exigências bancárias para serem beneficiados pelos R$ 60 bilhões do plano.

– O produtor não tem renda e o arroz não tem preço, pois está valendo R$ 16,00 a saca – frisa.

O dirigente esteve no encontro de produtores da Zona Norte do Estado, Farsul e Fecoagro, no final de semana, no município de Tupanciretã. Na reunião, o grupo avaliou o pacote e optou por dar uma trégua de uma semana à União.

– Nossos produtores irão ao banco para confirmar se o anúncio se aplica mesmo.

Passado o prazo, os produtores reúnem-se novamente para reavaliar as estratégias de ação.

No município de Dom Pedrito, os produtores decidiram aguardar mais dez dias para reavaliar a operacionalização das medidas. No encontro entre sindicatos rurais da Zona Sul, Federarroz e Farsul, foram levantadas dúvidas com relação ao pacote.

– As exigências de enquadramento do FAT são impossíveis de ser cumpridas – disse o presidente da Federarroz, Valter José Pötter. A ampliação do período de refinanciamento da securitização, que valerá só para as parcelas de 2005 e 2006, está entre as reclamações.

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