Falta de acordos sanitários prejudicam exportações de arroz
País não mantém acordos sanitários com a maior parte dos grandes importadores de arroz do mundo e acaba restrito ao mercado marginal.
O Brasil está deixando de exportar milhares de toneladas de arroz por falta de acordos sanitários com os principais importadores internacionais do cereal, segundo informa Pércio Grecco, da TRC do Brasil, empresa que exportou 13,2 mil toneladas de arroz beneficiado para Cuba. O navio chega ao porto cubano na quarta-feira. Segundo ele, este embarque atrasou por falta de um acordo fitossanitário com Cuba.
– Esse é outro grande entrave que temos para exportar atualmente explica.
Segundo Grecco, o Brasil tem ampliado suas exportações de arroz quebrado para mercados marginais, mas se aproxima de uma limitação. Segundo ele, é preciso de uma ação governamental no sentido de formalizar o mais rápido possível acordos com países de interesse do setor.
– Até para países da América do Sul e do Caribe temos dificuldades de exportar por falta de acordos. Esse é um mercado que estamos perdendo por falta de uma ação governamental. Precisamos de acordos comerciais e fitossanitários urgentemente frisa. Para viabilizar a exportação de arroz beneficiado brasileiro para Cuba foi necessário um esforço concentrado junto aos governos brasileiro e os órgãos sanitários cubanos.
O diretor executivo do Instituto Ícone, André Nassar, que realiza um trabalho para o Projeto Exportação do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), elenca a necessidade de que sejam fechados acordos comerciais e fitossanitários com o mercado importador de arroz no seu estudo.
– É uma questão estrutural. O Brasil precisa firmar estes acordos para ultrapassar uma barreira básica dos negócios internacionais e assegurar condições de entrar nestes mercados, o que para a atual condição do arroz gaúcho é muito interessante frisou.
Nassar defende também a organização de missões empresariais gaúchas e brasileiras para alguns destes países com o objetivo de apresentar a qualidade do arroz nacional aos maiores compradores mundiais. Os exportadores brasileiros estão adotando uma estratégia interessante com relação a apresentar o arroz beneficiado gaúcho para o mercado internacional.
Nas exportações que estão sendo realizadas, são enviados contêineres com amostras de arroz beneficiado tipos 1, 2, 3 e AP e também parboilizado. A estratégia começa a dar resultados. Alguns importadores já buscaram mais informações sobre o beneficiado brasileiro.


