Farsul avalia medidas emergenciais complementares de apoio à agropecuária

Para o diretor administrativo da Farsul , Francisco Schardong, que também preside a Câmara Setorial Nacional do Arroz, as medidas são acanhadas e estão longe das expectativas do setor.

As medidas que foram propostas pelo Ministério da Fazenda nessa quarta-feira, 14/06, a partir das discussões do grupo formado pelos Ministérios da Fazenda e Agricultura, CNA, OCB e Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados precisam ainda da chancela do Ministro Guido Mantega.

Para o diretor administrativo da Farsul , Francisco Schardong, que também preside a Câmara Setorial Nacional do Arroz, as medidas são acanhadas e estão longe das expectativas do setor.

Schardong informou que a partir da próxima semana, a Farsul estará reunindo os Sindicatos Rurais para fazer uma avaliação mais profunda e definir o caminho a ser tomado.

– Aumentaram alguns percentuais na prorrogação automática para custeio da safra 2005-2006, como no caso do milho de 20 para 35%; o arroz de 40 para 50%; a soja de 50 para 55% e como novidade, foram incluídas a pecuária de corte e de leite com 20% e o trigo, com 20%, mas ainda não tem nenhum avanço quanto às parcelas do PESA e da securitização e do FAT Giro Rural, que trata da dívida com fornecedores – ressalta Schardong.

Ele entende que “esses pontos devem ser melhor debatidos na semana que vem, mas apresenta preocupação porque em 15 de junho começam a vencer os custeios e há necessidade de comprometimento do sistema financeiro de que não haverá cobrança de multa e juros por falta de pagamento”.

Schardong acredita que essa vai ser a grande discussão no primeiro momento, e tem entendimento de que os bancos devem esperar a realização de reunião final junto com o Ministério da Fazenda que está coordenando as negociações, para obter definições e projetar os pagamentos.

– Esperávamos que o governo cedesse mais alguns pontos que foram bastante trabalhados, até concedemos uma trégua nas manifestações, mas continuamos esperançosos em avançar no ajuste final – concluiu Schardong.

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