Inadimplência prejudicará novos financiamentos

Caso não consigam liquidar o débito no Banco do Brasil, ficarão inadimplentes e, portanto, não poderão fazer novo financiamento para o custeio da safra de verão que começa em 15 dias.

Mediante o impasse de não conseguir vender o arroz para a Conab, os produtores de arroz estão prejudicados. Caso não consigam liquidar o débito no Banco do Brasil, ficarão inadimplentes e, portanto, não poderão fazer novo financiamento para o custeio da safra de verão que começa em 15 dias.

É no segundo semestre do ano que ocorre a maior produção de arroz no Perímetro Irrigado Icó – Lima Campos, pois o plantio é irrigado. O temor é de queda de produção neste ano, pois há risco da maioria não ter condições de fazer novo cultivo.

O presidente da Federação das Associações Comunitárias de Icó, Vilmar Félix Vicente, está há seis meses com a casa lotada de sacos de arroz, no Perímetro Irrigado Icó – Lima Campos.

– Não há espaço nem para o pessoal dormir. Estamos no sufoco, sem espaço, aguardando a decisão da Conab.

Ele alega que não vende o produto para compradores particulares porque o preço é muito baixo e não cobre as despesas de produção.

– Ficaremos no prejuízo e não teremos dinheiro para pagar ao banco.

O superintendente da Conab, no Ceará, Marcos Alverne, esteve, ontem, viajando para as cidades de Tamboril e Crateús e o telefone celular dele estava fora de área ou temporariamente desligado. Na superintendência do órgão, em Fortaleza, o assessor Alderico de Souza explicou que somente Alverne poderia dar explicações sobre o atraso na compra da safra de arroz que se verifica no Município de Icó.

A reportagem do Diário do Nordeste fez várias tentativas para falar com o superintendente, mas não obteve êxito até o fechamento desta edição.

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