Aquisição do arroz deve acontecer em 25 dias no Ceará

A compra das 1.000 toneladas de arroz de produção familiar do Ceará custará cerca de R$ 500 mil.

Em 25 dias, no máximo, o pagamento do arroz dos produtores do perímetro Irrigado Icó – Lima Campos estará em suas contas bancárias. O prazo é garantido pelo superintendente Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no Ceará, Marcos Alverne. Segundo ele, o atraso aconteceu em função na demora da aprovação do orçamento da União. A assinatura do repasse da verba federal pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MSD) deverá ser finalizada na próxima semana.

O superintendente informou que, na próxima segunda-feira, uma equipe de técnicos da Conab estará em Icó “para colher as amostras e classificar o produto, pois a Companhia só compra produto devidamente classificado”.

A resposta desse processo ficará pronta em torno de oito ou dez dias. Ele destaca que “tudo é um processo que exige muita tranqüilidade e transparência. Trata-se de recursos públicos. Nós não pegamos em dinheiro, tudo é repassado direto para a conta do pequeno agricultor. É uma compra direta”.

A compra das 1.000 toneladas de arroz custará cerca de R$ 500 mil. A produção, segundo ele, será distribuída para os armazéns da Conab de Juazeiro do Norte e Senador Pompeu, “enquanto esvazia em Iguatu e Icó para receber a nova safra, já que esta é do fim do ano passado”. Alverne lembra que, para receber o dinheiro, o produtor deve ser cadastrado no Pronaf, pois a Conab “está para atender o pequeno produtor”.

O preço de pagamento vai variar de acordo com o tipo de arroz (1, 2 e 3) — para cada um existe um preço específico.

– Em Icó, 90% do arroz é do tipo 1, longo fino, que só se verifica no Rio Grande do Sul. Nesse caso, o preço vai variar, pois existe grãos inteiros e grãos quebrados. O valor fica de R$ 20,66 até R$ 28,02.

A preferência para a compra, conforme ele, é para o tipo 1.

– A nossa capacidade de armazenagem é limitada, por isso estabelecemos prioridade. Isso é até um incentivo para que o agricultor melhore a produção.

Marcos destacou que a estocagem desse arroz objetiva formar cestas básicas para atender pessoas carentes ou locais em estado de calamidade, não só no Nordeste, mas em outras regiões do Brasil.

– Essa ação apóia a agricultura familiar e atende às necessidades do País e mostra que nós, do Nordeste, apoiamos outros Estados.

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