Irrigação em Icó – Lima Campos (CE) só é viável por gravidade

A saída para viabilizar a produção agrícola no perímetro é a implantação de um novo sistema de transposição das águas do açude Lima Campos.

Os colonos do Perímetro Irrigado Icó – Lima Campos, no Ceará, enfrentam uma realidade contraditória. A maioria reclama da falta de irrigação em 70% dos lotes. Os canais estão quebrados. O conjunto de motores e bombas está danificado. Sem irrigação não há como produzir. Entretanto, o custo de energia elétrica para o bombeamento da água é elevado e inviabiliza a produção de culturas básicas como arroz e feijão.

Esta semana os produtores de arroz do perímetro irrigado viraram notícia nacional por reclamarem da demora da Conab em comprar a produção familiar de Icó – Lima Campos.

A saída para viabilizar a produção agrícola no perímetro é a implantação de um novo sistema de transposição das águas do açude Lima Campos.

– O próximo passo será a construção do canal por gravidade – disse o gerente da Adicol, Martins Filho.

– Nós esperamos que os recursos sejam liberados no orçamento do próximo ano.

No primeiro levantamento feito pelos técnicos do Dnocs o novo sistema custaria R$ 3,5 milhões.

Toda a rede de canal principal e os dutos secundários seriam aproveitados. Seriam construídos reservatórios de elevação no Açude Lima Campos e nas margens do Rio Salgado para garantir a transposição das águas para os lotes.

– É um sistema técnico viável, já testado em outros áreas – disse Martins Filho.

– Temos o compromisso e o apoio do diretor do Dnocs, Eudoro Santana, para construir esse novo sistema que vai garantir a viabilidade produtiva do perímetro.

Os colonos sonham que as obras do novo canal comece ainda em 2006.

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