Basf e produtores não chegam a acordo sobre royalties
Reunião em Porto Alegre não chegou a denominador comum para cobrança de royalties sobre o uso de sementes piratas.
Uma reunião entre representantes da cadeia produtiva do arroz e a Basf, nesta quinta-feira, em Porto Alegre, não conseguiu sacramentar um acordo para cobrança de royalties sobre o uso indevido (pirata) do sistema Clearfield para o arroz irrigado. A oferta inicial da Basf já havia sido rejeitada pelos produtores, que há 15 dias apresentaram uma nova proposta. Nesta quinta-feira, a Basf apresentou nova proposta, não aceitando o aceno da cadeia produtiva.
Os termos são mantidos em sigilo, mas segundo fontes ligadas ao encontro, uma diferença de percentual no primeiro ano de cobrança (já na próxima safra) impediu um acordo. Segundo as mesmas fontes, o impasse foi gerado por uma terceira empresa que está ligada ao processo, mas não à produção de arroz ou insumos e se considera prejudicada pela redução de 1 ponto percentual. Afora isso, algumas alíquotas que os produtores não aceitam voltaram à pauta.
A negociação poderá ser concluída até agosto, pois há pressa tanto da Basf quanto da cadeia produtiva em estabelecer regras claras para a próxima safra. E os produtores precisam saber quanto isso vai interferir no seu custo de produção.


