Ligação de Guedes Pinto com movimentos radicais preocupa Federarroz

Guedes foi presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária e, antes de assumir o ministério, era secretário executivo da pasta.

A ligação do novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Luis Carlos Guedes Pinto, com movimentos mais radiais preocupa o setor orizícola. A afirmação é do diretor de mercado da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Marco Aurélio Marques Tavares, que concedeu entrevista exclusiva a Agência SAFRAS. Guedes foi
presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária e, antes de assumir o ministério, era secretário executivo da pasta.

A Federarroz esperava que o escolhido fosse o Ivan Wedekin, secretário de Política Agrícola do MAPA e cargo inferior imediato do Roberto Rodrigues.

– Entre os dois técnicos, deram preferência para Guedes. Nós só esperamos que isto não tenha um cunho político de transição – adverte Tavares.

Para o setor de arroz, Wedekin tinha “trânsito mais livre”.

Apesar de certo descontentamento, a Federarroz não acredita em grandes mudanças na área agrícola.

– Entendemos que até outubro não muda nada, pois o
plano safra, o pacote agrícola e os mecanismos já estão definidos – salientou o diretor de mercado.

Por outro lado, a passagem de Guedes Pinto pela presidência da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de 2003 a 2005, foi elogiada pelo dirigente.

– Sempre tivemos um bom relacionamento com a Conab. Por isso, acreditamos que não deve haver problema de continuidade – frisou Tavares.

Para ele, uma diferença entre Guedes e Rodrigues é que o segundo “absorvia mais o impacto do setor”, por ser produtor e também sofrer com a crise atual do agronegócio.

Agora, o principal desafio para o setor orizícola é negociar com o Governo Federal o valor de intervenção no mercado no segundo semestre, por ser ano eleitoral.

– Por critérios técnicos e de acordo com a Portaria Interministerial
182, que define o preço de liberalização dos estoques públicos, calculamos um valor em torno de R$ 25,00 a saca de 50 quilos – comentou.

– Mas isto é coisa para vermos depois da Copa – completou.

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