Farinha salvadora

Programa gaúcho aposta no derivado do cereal para dar fôlego aos agricultores nacionais e abrir novos mercados .

A colheita da safra brasileira de arroz está sendo finalizada este ano com preços bastante deprimidos. O custo da saca é de 28 reais, mas o agricultor não consegue mais do que 16 reais por ela.

Soma-se ao bolso desfalcado a estagnação no consumo anual do produto no país, estimado em 36 quilos por pessoa, e o inédito excedente de mais de dois milhões de toneladas na produção de 2005. O horizonte nada tranqüilo motivou o Irga – Instituto Rio-Grandense do Arroz, a elaborar um programa para alavancar o consumo no Brasil, com foco nos usos alternativos do cereal. E a farinha de arroz é a grande vedete.

Nos estudos promovidos pelo Irga, a farinha de trigo passou a ser substituída pela de arroz em receitas tradicionais, como pães e biscoitos.

– Foi difícil, porque a farinha de arroz não tem liga – diz Angélica Magalhães, nutricionista da entidade.

Mas as pesquisas surtiram efeito e foi encontrada uma forma de adequar os cardápios ao derivado do arroz.

– A comercialização da farinha pode ser feita tranqüilamente, desde que os consumidores sejam orientados no preparo das massas – afirma Angélica, que também é doutoranda em agronegócios pela UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Para biscoitos e macarrão, a substituição das farinhas pode ser total. No caso de pães elaborados com fermento biológico, é recomendável que a troca se restrinja a 30%.

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