Porto de Rio Grande fecha primeiro semestre com números positivo
A movimentação de arroz também registrou crescimento significativo, passando de 91,1 mil toneladas para 157,3 mil toneladas.
O primeiro semestre de 2006 fechou com números positivos para o Porto do Rio Grande. A movimentação atingiu 10,4 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 26,46% em comparação com o primeiro semestre de 2005. Os números da movimentação de mercadorias foram divulgados ontem pela SUPRG.
De acordo com a administração portuária, o incremento na movimentação se deve principalmente à grande safra de grãos do Rio Grande do Sul, tendo os granéis sólidos um aumento de 60,85%, alavancando as exportações que, mesmo com o câmbio desfavorável, tiveram um acréscimo de 38,37%, atingindo 6,7 milhões de toneladas. O crescimento também foi seguido pelas importações, que passaram de 3,3 milhões de toneladas para 3,6 milhões, um incremento de 9,25%.
Na movimentação de granéis sólidos, a exportação de cereais foi a que mais se destacou, com um crescimento de 129,3% em relação ao primeiro semestre de 2005, chegando a 3,3 milhões de toneladas.
A movimentação de arroz também registrou crescimento significativo, passando de 91,1 mil toneladas para 157,3 mil toneladas, com incremento de 72,6%. O óleo de soja (+47,3%) e o farelo de soja (+39%) também tiveram crescimentos expressivos no semestre.
Nas importações de cereais, também houve crescimento, atingindo 507,3 mil toneladas, com suba de 44,6%. Nesse segmento, os destaques ficaram com a movimentação de soja, com crescimento de 1.156,4%, atingindo 196,1 mil toneladas, e com a de farelo de soja, com incremento de 27,37%, chegando a 132,5 mil toneladas.
A carga geral também teve acréscimo de 3,31%, atingindo 3 milhões de toneladas. Neste setor, destacam-se os veículos com crescimento de 10,5%, atingindo 7.133 unidades. As exportações de veículos aumentaram 31%, chegando a 3,9 mil unidades. O Celta foi o principal impulsionador do crescimento neste setor, sendo enviados para fora cerca de 1,6 mil unidades, enquanto que no primeiro semestre de 2005 não houve exportações deste tipo de carro.
As exportações de ônibus também tiveram suba de 6,4%. No entanto, os tratores (-15,5%) e as colheitadeiras (-46,2%), destaques em 2005, registraram quedas consecutivas no semestre. Já as importações de veículos tiveram um incremento de 24,7%, sendo destaque a movimentação de Corsa Classic, com 653 unidades, e de Omega, com 331 unidades, ambas as cargas não foram movimentadas no primeiro semestre do ano de 2005.
Contêineres
Segundo a SUPRG, na movimentação de contêineres, ainda é sentida a repercussão da greve dos caminhoneiros autônomos do Rio Grande, da gripe aviária, da febre aftosa e do dólar desfavorável às exportações, fechando o semestre com queda de 3,4%. No período, foram movimentados 302.529 TEU´s (unidade referente a um contêiner de 20 pés). No entanto, a previsão da administração do porto é que, no segundo semestre, a movimentação de contêineres tenha um acréscimo.
O Terminal de Contêineres (Tecon Rio Grande), que é responsável pelo movimento de 98,23% da movimentação deste segmento, registrou queda de 4,7% no semestre. Na contramão das quedas está o crescimento nas operações de contêineres pelo Porto Novo do Rio Grande, conhecido como cais comercial. O aumento registrado no semestre foi de 289,4%, atingindo 5.351 Teu´s, contra 1.374 Teu´s de 2005. Além disso, o Porto Novo aumentou sua participação na movimentação total de contêineres no Porto do Rio Grande, passando de 0,77% para 1,77%.
Navios
Aliado à suba na movimentação está o acréscimo no número de navios que operam no Rio Grande, tendo registrado aumento de 15,3%, atingindo 1.652 embarcações. O maior crescimento foi obtido na navegação de longo curso com acréscimo de 16,5%, seguido pela cabotagem, com 15,1%, e pela navegação interior, com 8,2%.
Conforme o superintendente do Porto do Rio Grande, Vidal Áureo Mendonça, a previsão é que a movimentação do porto rio-grandino continue crescendo no segundo semestre de 2006.
– Esperamos ultrapassar os 18 milhões de toneladas obtidos em 2005, devendo fechar o ano com uma movimentação superior a 22 milhões de toneladas, podendo bater o recorde histórico do Porto, conquistado em 2004, quando se atingiu 22,3 milhões de toneladas – salientou Mendonça.


