Governo eleva teto para EGF
Produtores de grãos e leite tiveram ampliação de verba com juros de 8,75%. Sojicultores foram os mais beneficiados.
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Os produtores já podem utilizar os novos tetos para a tomada dos Empréstimos do Governo Federal (EGFs) com recursos controlados do crédito rural – com juros de 8,75% ao ano. A ampliação passou a valer ontem e foi chancelada pela resolução do Banco Central nO 3.390, que contempla novos limites para quem produz grãos e leite. O gerente executivo de agronegócios do Banco do Brasil, José Carlos Vaz, esclarece, entretanto, que os novos limites estão abaixo dos praticados até o mês de julho.
Os sojicultores foram os mais beneficiados, já que o máximo individual no RS pulou de R$ 150 mil para R$ 300 mil. Nos casos do arroz, do trigo, do sorgo, da mandioca e do amendoim, o limite subiu de R$ 200 mil para R$ 250 mil. O máximo valor que pode ser alocado pelos produtores de milho se manteve (R$ 400 mil) e o dos produtores de leite passou de R$ 90 mil para R$ 140 mil. Já no café, podem ser tomados até R$ 200 mil. As demais culturas tiveram o teto corrigido de R$ 60 mil para R$ 80 mil.
Carlos Vaz explica que a ampliação no limite de EGF se deve à disponibilidade de recursos da União.
– O governo quer ajudar na sustentação de preços – justifica.
Na época, os tetos para produtor de grãos variavam entre R$ 600 mil e R$ 800 mil. A resolução também delega oficialmente poderes aos ministérios da Agricultura e da Fazenda para definirem, por meio de portaria, as culturas que podem ser beneficadas pela LEC.


