Mercado não se mexe; preços se estabilizam

A produção da nova safra irrigada catarinense não deve divergir muito da atual, apesar da ocorrência de atrasos localizados no preparo do solo/plantio devido à escassez de água, que até poucos dias durou em regiões do Vale do Itajaí e do Litoral Norte.

Mesmo não sendo definitivas as atuais estimativas da produção brasileira de arroz, não se esperam variações expressivas nas revisões que estão por ser divulgadas.

Se assim for, a quantidade produzida neste país ficará em torno de 11,6 milhões de toneladas, 12% a menos do que na safra 2004/05.
Isto em função do recuo de 24% (para quase três milhões de hectares) e do crescimento do rendimento médio de 15% (para 3,9 mil quilos por hectare).

A produção catarinense de arroz da safra 05/06, por sua vez, deve ser mesmo pouco maior do que a da safra imediatamente anterior (1,5%). Tal quantidade foi conseguida, fundamentalmente, pelo aumento dos níveis de produtividade, em média 1,4% superior ao da safra 04/05, uma vez que o total de área cultivada teve variação inexpressiva entre as mesmas duas safras estaduais.

O volume de arroz produzido com o emprego de irrigação alcançou 94% do total, enquanto a área por ele ocupada ficou em torno de 97%. A produtividade média obtida nas canchas inundadas superou a do de sequeiro em mais de 5,8 t/ha, ou, por outra, foi-lhe 440% superior, como se pode ver no quadro abaixo.

O crescimento de 3% na quantidade de arroz produzida no Rio Grande do Sul (6,78 milhões de toneladas) poderia ampliar o mercado interno se não fosse a redução generalizada e persistente da redução do consumo deste cereal.

Também não impediu o ingresso de produto uruguaio e argentino nos portos do Nordeste, notadamente Recife.

A ação dos segmentos integrados à comercialização do produto tem o propósito de compensar esta queda de consumo pelo rebaixamento de preços do produto. Vem conseguindo, inclusive, postergar a tão esperada dinamização do mercado.

A reação dos segmentos produtivos e beneficiadores foi reduzir a oferta. Resultado disto é a quase paralisia que tem predominado no mercado nacional do produto.

Os preços do produto mostram-se estáveis nas últimas semanas, embora tenham variado moderadamente durante o mês de julho último.

Preços ao atacado no mercado paulistano (base CIF/SP – prazo 30 dias – Fardo/30 kg – c/ ICMS):

31/7/06(A) 30/8/06(B) 5/9/06(C)

Agulhinha T1 Nac. 32,00 33,00 33,00
Agulhinha T2 Nac. 29,50 28,00 28,00
Parboilizado T1 Nac. 34,50 34,50 34,50

Preços ao produtor mato-grossense (saca de 60kg):

31/7/06(A) 30/8/06 (B) 5/9/06 (C)

B.Garça/Água Boa 21,75 22,25 22,25
Cuiabá 24,00 26,75 26,75
Rondonópolis 22,25 23,75 23,75
Sinop 22,75 23,00 23,00
Sorriso 22,50 23,00 23,00
Tangará da Serra 22,50 22,50 22,50

O maior volume de estoques do Rio Grande do Sul diminui a capacidade de resistência dos produtores.

Preços ao produtor gaúcho (saca de 50kg):

31/7/06 (A) 30/8/06 (B) 5/9/06 (C)

Pelotas 20,75 20,60 20,00
Uruguaiana 20,50 20,00 19,75
Alegrete 20,25 19,85 19,60
Santa Maria 19,75 19,75 19,75
Cachoeira do Sul 20,15 19,75 19,50
São Borja 20,50 20,10 20,00
Capivari do Sul 23,00 22,75 23,25

Os preços aos produtores catarinenses pouco têm variado nos últimos trinta dias, pois aqui vem se apresentando uma relação oferta/demanda menos desequilibrada.

Preços ao produtor catarinense (saca de 50kg):

31/7/06 (A) 30/8/06 (B) 5/9/06 (C)
Rio do Sul 16,00 18,00 18,50
Jaraguá do Sul 16,00 18,00 18,00
Sul do estado 17,50 20,00 20,50

Mesmo com estes contratempos, a produção da nova safra irrigada catarinense não deve divergir muito da atual, apesar da ocorrência de atrasos localizados no preparo do solo/plantio devido à escassez de água, que até poucos dias durou em regiões do Vale do Itajaí e do Litoral Norte.

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