Falta de arroz na indústria já provoca alta de preços

Na última semana houve alta de 2,2% no preço médio do produto, a primeira alta depois de três meses de estabilidade.

Os preços do arroz iniciaram uma esperada escalada de preços, que, para alguns analistas, poderá durar até fevereiro de 2007, quando chega a próxima safra. Isso ocorre num cenário de escassez do produto para a indústria e quando o governo promove leilões do grão, para os quais, mesmo com preços altos, houve forte demanda por parte da indústria.

Na última semana houve alta de 2,2% no preço médio do produto, a primeira alta depois de três meses de estabilidade.

– Ainda é pouco, mas a produção bem reduzida no País está começando a refletir nos preços. O resultado dos últimos leilões do governo deixaram o produto ainda mais valioso – disse o analista da Safras & Mercado Tiago Barata.

Segundo ele, havia expectativa do mercado sobre o preço dos leilões ocorridos na semana passada. A expectativa era de que, se o preço fosse abaixo do mercado (pouco mais de R$ 20 a saca de 60 quilos) os produtores seriam prejudicados. Caso o preço fosse compatível com o mercado, não haveria compradores.

– No final a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) tomou um atitude sensata e pôs preços de mercado. A surpresa foi que houve muitos compradores e quase todos os lotes foram vendidos, com ágio – disse Barata.

Quem ainda possui arroz deve procurar guardar, “mesmo que tenha de se capitalizar agora para a época do plantio, pois os preços devem subir”, disse.

Segundo levantamento da Safras, a lavoura de arroz deve crescer 1,8% no País, puxada pela ampliação da cultura no Centro-Oeste, que será de 8%. O início do plantio de arroz já movimenta as principais regiões do Rio Grande do Sul.

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), prevê que, com a notícia do fenômeno El Niño trazendo chuvas para o estado entre setembro e dezembro, o que pode prejudicar a lavoura, haverá manutenção ou queda na área plantada deste estado.

Segundo as informações dos Núcleos de Assistência Técnica do Irga (Nates), a área plantada no RS é próxima de 1%.

– Em Uruguaiana, 80% da área está pronta para receber a semente – diz o agrônomo do Irga Gustavo Hernandes.

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