Seminário em Sinop apresenta cenário econômico para a safra de arroz
Produtores, que enfrentaram diversos problemas na safra passada, principalmente com a taxa de câmbio, devem ficar atentos com as variações do mercado para o próximo ano.
O atual cenário ecônomico para o mercado agrícola foi debatido durante o 12º Seminário do Arroz em Sinop, que reúne produtores e agronômos de todo o país. As discussões foram conduzidas pelo jornalista e economista, diretor chefe da redação da TV Gazeta, em São Paulo, José Paulo Kupfer.
Ele destacou que os produtores, que enfrentaram diversos problemas na safra passada, principalmente com a taxa de câmbio, devem ficar atentos com as variações do mercado para o próximo ano.
– A taxa de juros não terá desvalorização, e o real também não terá, pelo menos no que se vê, até o final do ano que vem, uma desvalorização muito acentuada. Pensar no dólar em R$ 2,50 é otimismo demais. Taxa de juros básica, que dá o piso para as demais taxas também sofrerá redução consecutiva daqui pra frente, mas também a conta-gotas – enfatizou.
Segundo o economista, os produtores devem ficar alertas na compra de implementos agrícolas para não resultar no endividamento.
– A taxa real, que é a taxa de juros nominal menos a inflação, para saber o custo efetivo do dinheiro, não vai ter recuo e deve ficar em torno dos 10%, que é muito alta e é muito difícil financiar a produção, com a compra de implementos nestes patamares – acrescentou.
Entre os problemas enfrentados pelo produtor, destacados por ele, estão os custos, os tributos, a burocracia e a falta de capacidade dos governos em apoiar e indicar direções para os produtores.
– Hoje é complicado colocar um produto a preço competitivo no mercado, embora a demanda internacional seja muito grande, e portanto, houve espaço para se colocar a produção – concluiu.


