Indústria deve arrematar nesta sexta-feira 18 mil toneladas de arroz

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Alimentação no Estado de Mato Grosso (Siamt), Marco Antônio Lorga, a indústria mato-grossense está com os estoques praticamente no fim.

As indústrias de arroz de Mato Grosso deverão arrematar as 18 mil toneladas (t) do produto que irão a leilão amanhã pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o segundo leilão do grão para o Estado. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Alimentação no Estado de Mato Grosso (Siamt), Marco Antônio Lorga, a indústria mato-grossense está com os estoques praticamente no fim.

– Estamos nos abastecendo só de produtos oriundos dos leilões da Conab – confirma Lorga, assinalando que 20 mil/t semanais são suficientes para a manutenção das indústrias até o final do ano.

O governo federal tem aproximadamente 240 mil/t de arroz dentro do Estado, daí a necessidade de desovar gradualmente este estoque através dos leilões realizados às sextas-feiras. Considerando uma média de 20 mil/t de arroz por leilão, a projeção é de que ainda sejam realizados mais 12 pregões até o fim de dezembro.

Em Mato Grosso são 150 indústrias, mas apenas 65 estão ativas, gerando 1,5 mil empregos diretos e indiretos. As outras 85 indústrias que compõem o parque de beneficiamento estão com suas atividades temporariamente paralisadas devido à crise no agronegócio.

A previsão é de que a Conab promova leilões semanalmente, até o final de dezembro, quando as indústrias deverão iniciar as aquisições da nova safra diretamente do produtor. Com isso, as empresas que se encontram paradas neste momento deverão retomar suas atividades em janeiro.

– Com o término dos estoques remanescentes dos produtores, o governo federal entrou com os leilões para dar manutenção às indústrias de Mato Grosso e manter o nível de emprego no setor – explica Lorga.

Segundo ele, as indústrias que estão em atividade são exatamente aquelas que participam do Programa de Apoio à Cultura do Arroz (Proarroz), que garante benefícios de redução de carga tributária desde que haja uma contrapartida social da empresa com seus funcionários, oferecendo treinamento e assegurando qualidade.

– Por isso estamos pensando em constituir, já a partir do próximo ano, um selo de qualidade para as indústrias do arroz em nosso Estado – lembra.

DIFERIMENTO

O presidente do Siamt destacou o empenho do governo do Estado no sentido de amenizar a crise no setor e dar um fôlego às indústrias, citando o diferimento da alíquota de 12% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a mercadoria de compra da Conab.

– O governo do Estado, mostrando-se parceiro e preocupado com a geração de emprego nas indústrias, diferiu o imposto para o setor. Com isso, estamos comprando da Conab sem o imposto diferido e pagando o ICMS na saída do produto industrializado, ou seja, pagamos na industrialização e não na compra. E isso permite um melhor fluxo de caixa para as empresas – avalia.

Lorga lembrou, contudo, que o diferimento concedido pelo governo é temporário.

– Este benefício vai só até junho de 2007. É uma disposição transitória para o momento atual, para a manutenção dos empregos nas indústrias de Mato Grosso. Acho essencial, pois demonstra maturidade e sensibilidade do governo em relação à crise que estamos vivenciando.

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