Pacote de arroz pode subir a R$ 13,00
Já para o arroz, o palpite do especialista Romeu Fiod é que o pacote de cinco quilos, hoje vendido por R$ 9,00 passe a custar valores próximos de R$ 13.00.
As donas de casa devem ficar atentas: o tradicional arroz com feijão está pesando mais no bolso. O feijão já está 10,34% mais caro e o arroz deve subir 44% depois das eleições.
A variação no preço do feijão em Belo Horizonte está na pesquisa de inflação (IPCA-15) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), válida para o período de 15 de setembro a 15 de outubro.
Já para o arroz, o palpite do especialista Romeu Fiod é que o pacote de cinco quilos, hoje vendido por R$ 9,00 passe a custar valores próximos de R$ 13.00.
– Muitos produtores tiveram que negociar o arroz logo após a safra para pagar dívidas – cita Fiod.
Os preços dos dois produtos estão acompanhando a crise da agricultura no país e o período de entressafra. O feijão tem três safras anuais, o que significa que a variação de preços ocorre em vários períodos do ano.
Segundo informações do coordenador técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas (Faemg), Pierre Santos Vilela, a saca de 60 quilos do produto, hoje em R$ 65,00, chegou a R$ 46,00 em agosto e a R$ 93,00 em março.
– Outubro e novembro é época de plantar o feijão, que só será colhido em fevereiro. Como logo depois teremos outro plantio, os preços se ajustam de maneira rápida – afirma.
Ele observa que ainda há tendência de alta até que saia a previsão da próxima safra, prevista para janeiro.
– Pode ser que o preço suba mais um pouco para depois cair.
Minas Gerais é o segundo produtor nacional de feijão, perdendo apenas para o Paraná.
Cerca de 92% do feijão comercializado pelas Centrais de Abastecimento de Minas (Ceasa) vêm do próprio Estado. A subida do arroz é inevitável, de acordo com Romeu Fiod.
O preço da saca de 50 quilos de arroz com casca, há 20 dias na média dos R$ 19,00 R$ 20,00 ontem era cotado de R$ 24,00 a R$ 26,00, uma alta de 26,3% (considerando os preços mínimos).
– É um preço que salva o produtor e o custo de produção. Agora, se não houve a alta na ponta, ela ainda vai chegar – avalia.
Antes de pesar o bolso do consumidor, o preço do produto terá adição de custos de frete, embalagem e impostos.
ACHATADOS
De acordo com Fiod, os preços que estavam achatados vão ficar compatíveis após a reação do mercado.
– Há três anos, a saca valia R$ 35 – diz, usando os mesmos argumentos de redução recente de preços que têm sido amplamente utilizados pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua campanha pela reeleição.
LEILÕES
O governo, aliás, tem grande influência no mercado de arroz. Nos últimos dias, leilões públicos no Mato Grosso, Tocantins e Rondônia jogaram no mercado entre 270 e 280 mil toneladas de arroz.
O especialista calcula que os estoques nas mãos do governo ainda estejam perto de 1,2 milhão de toneladas do grão em casca, volume considerado satisfatório. Mas a intensidades dos leilões deve diminuir, caso contrário os produtores serão lesados. A safra de arroz vai de março a março, com plantio em outubro e novembro.
Além do arroz que sai do Rio Grande do Sul, o principal produtor brasileiro, o país recebe o grão da Argentina e do Uruguai.


