Acordo mantém leilão de estoques de arroz

O acordo resultou no agendamento de um novo pregão, para o dia 6 de dezembro, com redução de 70% na disponibilidade de grãos.

Orizicultores e indústrias chegaram, ontem, a um meio-termo sobre os leilões de estoques públicos de arroz. Os produtores pleiteavam a suspensão das ofertas, enquanto a indústria queria sua manutenção.

O acordo resultou no agendamento de um novo pregão, para o dia 6 de dezembro, com redução de 70% na disponibilidade de grãos, em relação aos anteriores. Além disso, será um leilão misto, com oferta de 15 mil toneladas do grão, sendo a metade de estoques da União e o restante de produtores.

Também serão colocadas à venda outras 5 mil toneladas de Santa Catarina. O preço de abertura permanece o mesmo, de R$ 26,20, para o arroz tipo 1 (58/10). No dia seguinte, haverá uma reunião, na Conab, para avaliar o leilão e definir se serão realizados outros.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz), Valter José Pötter, comentou que o meio-termo foi acordado somente após muito debate.

– Achamos que há estoques privados de arroz para abastecer o mercado, mas a indústria e o governo insistiram nos leilões como forma de colocar uma referência de preço no mercado

A proposta inicial da Federarroz era de manutenção dos leilões, com escoamento do produto por meio de VEP, o que não foi viabilizado. Mesmo assim, Pötter se disse satisfeito com o resultado da reunião desta sexta-feira.

O superintendente da Conab/RS, Carlos Farias, também acrescentou que o acerto vai ao encontro da vontade do governo, que é pela manutenção dos pregões. O objetivo, reforça ele, é definir um parâmetro de preço para o mercado. Farias ainda informou que, caso a iniciativa privada não consiga ofertar as 7,5 mil toneladas previstas, a Conab disponibilizará mais produto, a fim de garantir a oferta total de 15 mil toneladas do grão.

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