Câmara homenageia Embrapa Clima Temperado pelo primeiro lugar

A Unidade de Pelotas se destacou entre as 37 unidades de pesquisa espalhadas pelo Brasil, que trabalham em temas estratégicos e formam em conjunto uma das instituições de maior reconhecimento em pesquisa científica agropecuária no mundo.

A Câmara de Vereadores de Pelotas realiza na segunda-feira, 4 de dezembro, a partir das 14 horas, uma Sessão Especial no auditório central da Embrapa Clima Temperado, quando homenageia a instituição pela sua competência científica no País, avaliada como a primeira no ranking das unidades da Embrapa. A Unidade de Pelotas se destacou entre as 37 unidades de pesquisa espalhadas pelo Brasil, que trabalham em temas estratégicos e formam em conjunto uma das instituições de maior reconhecimento em pesquisa científica agropecuária no mundo.

A proposta de homenagem à Embrapa, feita pelo Presidente do Legislativo, José Sizenando dos Santos Lopes, foi aprovada por unanimidade pelos demais vereadores. Além desta Sessão, a Embrapa Clima Temperado receberá os integrantes do seu Conselho Assessor Externo, também nesta segunda-feira. Os integrantes do CAE, liderados pelo Diretor-executivo da Embrapa, José Geraldo Eugênio de França, iniciam seus trabalhos às 10 horas de segunda-feira e continuam as atividades logo depois da Sessão da Câmara.

O diferencial da Embrapa Clima Temperado é a produção de alimentos com a atenção ao ambiente, o melhoramento do padrão de renda da agricultura e a preocupação com a saúde da população, contribuindo para alimentos mais naturais. Um dos exemplos é a Produção Integrada de Arroz Irrigado, que leva à concessão de um selo de conformidade para a produção arrozeira, incentivando novas práticas nos três Estados do Sul do Brasil. O novo sistema de certificação traz grandes vantagens para o produtor e o consumidor, com ganhos também para o meio ambiente e a sociedade como um todo.

Ainda com arroz a Unidade lidera o Projeto Manejo Racional da Cultura do Arroz Irrigado (Marca). Trata-se da organização de uma rede de propriedades de referência que cultivam arroz nas diferentes regiões produtoras do Rio Grande do Sul, onde estão sendo validadas tecnologias de cultivo de arroz, recomendadas pela Unidade. O trabalho do “Marca” se caracteriza por sistemas de ações compartilhadas, enfoque tecnológico e monitoramento da lavoura.

Outro projeto em destaque é o do Xisto Agrícola, demanda da Petrobras. Nos últimos dois anos a Unidade tem trabalhado neste projeto, que busca dar novos e importantes usos para o xisto, uma rocha de origem sedimentar e abundante em áreas do território brasileiro, especialmente no Estado do Paraná. O trabalho de pesquisa está fazendo a caracterização química dos subprodutos do processamento do xisto, a formulação de novos insumos agrícolas, a avaliação da eficiência agronômica, a segurança ambiental e alimentar do uso na agricultura, em diferentes sistemas de produção e regiões.

Também são monitorados indicadores sociais, econômicos e ambientais, como o potencial de seqüestro e/ou emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. O xisto é uma rocha formada há 250 milhões de anos e, no caso brasileiro, a elevada disponibilidade de alguns subprodutos de sua industrialização e a presença de nutrientes constituem fatores importantes para a sua utilização como matéria-prima para a formulação de insumos para a agricultura.

Também com mamona e agroenergia a Unidade mantém destacada atuação, colaborando para que o Brasil encontre combustíveis alternativos, adaptados às condições brasileiras e sem comprometer as condições do ambiente natural. Os estudo estão direcionadas para atender demandas de informações e recomendações de genótipos da cultura para a região Sul do Brasil. A mamona tem alto rendimento em óleo, resistência à seca, e pode ser cultivada em qualquer tamanho de propriedade.

Em convênio com a CGTEE, mais de um centena de quintais orgânicos de frutas foram implantados pela Unidade, nos últimos dois anos, em áreas rurais e suburbanas dos Estados do RS. Os quintais ecológicos integram projeto que visa oferecer alimentos nutritivos ao longo do ano para comunidades carentes, alunos pobres de escolas rurais e periféricas, assentamentos de reforma agrária, grupos indígenas e quilombolas. As espécies disponibilizadas para os quintais são mirtilo, amora-preta, araçá, pitanga, romã, figo, goiaba, caqui, citros e pêssego. A meta para 2006 é implantar outra centena de quintais. Cada um é constituído de 60 plantas, com a assistência direta da pesquisa e extensão rural, planejados para oferecer frutas sadias e saudáveis, sem agredir o meio ambiente, ao longo do ano.

O trabalho de preservação de frutas nativas na Embrapa tem sido intenso nos últimos 15 anos. Apenas para o araçazeiro, por exemplo, foram obtidas mais de 170 seleções, sendo que duas foram multiplicadas e já colocadas à disposição dos produtores, com os nomes de Ya-cy e Irapuã. Cerca de 50 mil mudas da espécie já foram fornecidas aos fruticultores do Sul. Há também perspectivas promissoras para outras nativas do Sul, que podem servir para consumo in natura e produção de doces e geléias.

Enfim, são estes inúmeros trabalhos em atividade, nas áreas de fruticultura, grãos, oleráceas e área animal que distinguem a Embrapa Clima Temperado como uma das mais importantes unidades de pesquisa do País.

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