Crise do arroz reduz PIB no Extremo Sul catarinense
Entre os municípios do Sul catarinense, o valor da produção foi menor em Ermo, Meleiro, Morro Grande e São João do Sul. Em Turvo e Timbé do Sul o PIB ficou praticamente estável entre 2003 e 2004.
A queda nos preços do arroz fez com que o Produto Interno Bruto caísse ou simplesmente parasse de crescer entre 2003 e 2004 em seis municípios da região Extremo Sul do Estado de Santa Catarina, todos eles com a economia baseada na agricultura. Os números constam da pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o PIB dos municípios brasileiros. O Produto Interno Bruto corresponde a soma de tudo que é produzido durante o ano.
Entre os municípios do Sul do Estado, o valor da produção foi menor em Ermo, Meleiro, Morro Grande e São João do Sul. Em Turvo e Timbé do Sul o PIB ficou praticamente estável entre 2003 e 2004.
– Isso certamente é reflexo da agricultura neste ano – diz Moacir Rovaris, coordenador de movimento econômico da Associação dos Municípios do Extremo Sul do Estado (Amesc).
– E quando saírem os números de 2005 e 2006 vamos ver uma queda maior ainda. Em 2004 os preços do arroz ainda estavam razoáveis.
Segundo Rovaris, um dos primeiros efeitos na retração econômica da Amesc vai ser a redução no retorno de ICMS para a região.
– Acredito que os quinze municípios da Amesc vão receber aproximadamente R$ 1,6 milhão a menos no ano que vem – afirma.


