Mercado mantém estabilidade. Aumenta procura por variedades nobres

Preços se mantêm estáveis, mas com ligeiro aquecimento na procura por variedades nobres e matéria prima para parboilizado.

O mercado brasileiro de arroz teve mais uma semana bastante calma, com pequenas oscilações de preços e uma leve tendência de aquecimento para as chamadas variedades nobres, IRGA 417 e BR IRGA 409, principalmente na Fronteira gaúcha, por parte dos grupos empresariais do centro do país. Também há ligeira pressão por produto para parboilização no Sul gaúcho.

O varejo segue pressionando a indústria por melhores preços e esta se mantém praticamente fora de mercado. Os produtores também não estão interessados em vender grandes volumes, mantendo o mercado sem pressão de oferta significativa e venda “picada”.

No Rio Grande do Sul manteve-se média de preços entre R$ 20,00 e R$ 20,50 para o produto em casca e R$ 21,00 a R$ 21,50 para o produto colocado dentro da indústria. Variedades especiais chegam a ser cotadas a R$ 21,65 na Fronteira, enquanto o Litoral Norte paga, em média, R$ 23,50 a R$ 24,00 para este padrão de produto acima de 62% de grãos inteiros.

O indicador de preços do arroz do Cepea/Esalq indicou nesta quinta-feira preço médio de R$ 20,81 para o arroz de 58% de grãos inteiros posto na indústria gaúcha. É o maior preço dos últimos 60 dias, com valorização de 0,71% no mês.

Em Santa Catarina, preços entre R$ 21,00 e R$ 22,00 na maioria das regiões. Nos dois maiores pólos de produção de arroz do Mato Grosso, Sinop e Sorriso, entra o quarto mês de manutenção de preços na faixa de R$ 23,00 a R$ 24,00 ao produtor. Isso para a saca de 60 quilos da variedade Primavera com mais de 50% de inteiros.

BENEFICIADO

O arroz beneficiado gaúcho segue sendo comercializado, em média, a R$ 32,50 o fardo de 30 quilos do Tipo 1, preço à vista posto em São Paulo. O catarinense chega a média de R$ 34,50/R$ 35,00.

Saca de 60 quilos, gaúcha, negociada dentro do estado, em média, na faixa de R$ 42,00 a R$ 43,00. Canjicão, mais procurado para exportação, subiu de R$ 26,00 para R$ 27,00 e a quirera manteve R$ 19,00.

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