Preços mantém estabilidade e Conab entra comprando arroz a R$ 28,00
O varejo continua com baixa demanda, com grande volume de compras de produto beneficiado no Mercosul.
O mercado de arroz nos principais estados produtores segue sem alteração significativa nos preços pagos ao produtor. No Rio Grande do Sul a média fica entre R$ 20,00 nas principais praças produtoras para produto com 58% de grãos inteiros (50 quilos em casca)e R$ 23,00 a R$ 24,00 para produto de 63% de grãos inteiros nas praças de Capivari do Sul e Santo Antônio da Patrulha (Litoral Norte) sendo variedades especiais.
O Cepea indica preços de R$ 20,84 para o saco de arroz de 50 quilos (58%) posto na indústria.
A semana foi marcada por informações de bastidores e muitas conjeturas por parte dos segmentos da cadeia produtiva. A Conab anunciou a compra de arroz da agricultura familiar por preços entre R$ 28,00 e R$ 29,00, similar ao ocorrido no ano passado. A operação será restrita a 130 sacas de 50 quilos por produtor. Ainda assim, a Federarroz acredita que no Rio Grande do Sul, cerca de quatro mil produtores poderão ter acesso a este mecanismo, somando um potencial de 520 mil sacas de arroz comercializadas por estes preços.
Preocupa o setor, no entanto, as informações ventiladas de que a indústria gaúcha começou a se movimentar alegando que não há oferta de produto no mercado e pensa em pedir a realização de leilões de produto. O diretor de Mercados da Federarroz, Marco Aurélio Marques Tavares, informou que produto não falta. Falta é a indústria comprar e pagar o preço justo. Segundo ele, os produtores não estão ofertando porque a indústria não está demonstrando interesse, nem valorizando o produto de acordo com a atual situação de mercado.
No Mato Grosso, a falta de produto já indica a realização de leilões de produto nos próximos meses. A indústria não tem matéria prima para trabalhar e já solicita a realização de leilões. Os preços continuam, em média, a R$ 24,00 para o arroz em casca, 60 quilos, para a variedade primavera com mais de 55% de inteiros.
Em Santa Catarina, a média de preços é R$ 21,00.
O varejo continua com baixa demanda, com grande volume de compras de produto beneficiado no Mercosul.
Também é baixo o interesse de antecipação dos contratos de opção, com cerca de mil contratos apenas habilitados agora para o final de junho. Ou seja, menos de 10% dos produtores. A falta de armazéns credenciados atrapalha. Bem como a esperança dos produtores em valores maiores.
Entre os derivados, o canjicão é cotado a R$ 27,00 no Rio Grande do Sul, com boa demanda para exportação, e a quirera (60Kg) a R$ 19,00.


