Preços voltam a subir no Rio Grande do Sul

Oferta segue restrita e demanda começa a aumentar. Esta semana, em algumas regiões, a média ficou muito próxima do preço mínimo.

Um ligeiro aumento de demanda, principalmente por produtos de melhor qualidade, provocou nova alta nos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul esta semana. Com aumento das consultas e propostas de compra, com alguma realização, principalmente de empresas do centro do país e Centro-Oeste, pelas variedades nobres, o arroz gaúcho voltou a ser mais valorizado.

A semana, que começava fria também no mercado, começou a aquecer a partir da terça-feira e fechou com médias entre R$ 21,00 e R$ 22,00 para a saca de 50 quilos do arroz com 58% de grãos inteiros. Variedades nobres e até com 62% de inteiros na Fronteira-Oeste, chegaram a ser comercializadas na faixa de R$ 23,00 a R$ 23,75.

O padrão normal é negociado a R$ 22,00 (posto na indústria) em Itaqui, Pelotas, Camaquã e Uruguaiana. Entre R$ 21,00 e R$ 21,50 são as cotações de praças como Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Restinga Seca, Rosário, Alegrete, Tapes, Guaiba e Rio Pardo. No Litoral Norte gaúcho, produto com até 63% de inteiros, das variedades nobres, é negociado entre R$ 25,00 e R$ 26,00. O IRGA 422CL, acima de 60% de inteiros, a R$ 23,50, em média.

A prorrogação das dívidas de custeio e a garantia de comercialização do produto pelos mecanismos de sustentação do governo federal, deram ao produtor a segurança necessária para segurar um pouco mais parte do produto. Estima-se que entre 40% e 45% da safra gaúcha já esteja comercializada. A valorização do arroz importado, segundo dados do Irga, também está contribuindo para a recuperação do setor.

Segundo dados do CEPEA, o preço médio da saca de 50 quilos do arroz com 58% de grãos inteiros entregue dentro da indústria (frete incluso), fica em R$ 21,82 maior preço computado pelo índice este ano. Em Santa Catarina, a média de preços do arroz em casca é de R$ 21,00 ao produtor, com oferta bastante restrita. A comercialização segue bastante trancada. No Mato Grosso, ainda dentro das mesmas características, com baixa oferta e disponibilidade de produto, a indústria enfrenta sérias dificuldades de abastecimento. Os preços seguem em média de R$ 24,00 em Sorriso e Sinop para arroz mediano. Primavera com mais de 50% de inteiros chega a alcançar R$ 26,00 nestas praças e até R$ 29,00 em Cuiabá.

BENEFICIADO

As indústrias chegaram a forçar uma alta de preços na semana que passou, mas sem o interesse do varejo, acabaram voltando praticamente aos mesmos patamares anteriores. Média de R$ 33,50 para o fardo de 30 quilos de arroz do tipo 1 vendido para São Paulo, a vista, com variações de acordo com o tipo e a marca. Linhas top chegam a ultrapassar os R$ 44,00 e produtos de menor expressão, em busca de lugar nas gôngolas, saem do Rio Grande do Sul a R$ 28,50.

A saca de 60 quilos de arroz beneficiado é comercializada dentro do Rio Grande do Sul a R$ 44,00. Chega em São Paulo entre R$ 57,00 e R$ 59,00. A saca do canjicão segue cotada a R$ 25,00, devido principalmente ao esfriamento das exportações. A saca da quirera, 60 quilos, é cotada a R$ 19,50.

TENDÊNCIA

A prorrogação das dívidas de custeio e a ligeira alta nos preços, indicam que os produtores deveram manter controlada a oferta de arroz para o mercado, o que poderá influenciar na continuidade da alta dos preços. Os principais analistas de mercado, no entanto, asseguram que uma vez mantida, a alta será lenta e gradual. Ainda assim, convém lembrar que os preços de comercialização não atingiram integralmente os preços mínimos de garantia do governo federal, muito menos o custo de produção, estimado em quase R$ 28,00 para cada saca de 50 quilos de arroz.

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