Stephanes e arrozeiros gaúchos no México: abertura de mercados
Exportação de arroz gaúcho para o México é um dos temas da pauta do ministro brasileiro da Agricultura na América do Norte. Arrozeiros fazem parte da missão.
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, abriu hoje (02/08), na Cidade do México, o seminário Oportunidades do Agronegócio Brasileiro, alimentos e biocombustíveis, para um público de 400 empresários mexicanos. Stephanes permanece no país até 6 de agosto, quando está prevista a chegada do presidente da República do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, em visita ao México para estreitar relações entre os dois governos. Há gaúchos em sua comitiva, buscando a abertura das vendas de arroz em casca e beneficiado para aquele País.
Entre as questões comerciais levadas pelo Brasil, há a tentativa de abrir mercados para a carne suína de Santa Catarina, aumentar o número de exportadores de lácteos, habilitar a exportação de arroz do Rio Grande do Sul e tentar cotas de exportação para a carne de frango brasileira.
– A missão é um primeiro passo para a aproximação, mas isso não quer dizer que sairemos daqui com negócios fechados – salientou Stephanes.
Na opinião do ministro, é ainda difícil negociar com o México devido aos acordos comerciais que possui com Estados Unidos e Canadá. Hoje, equipes de saúde dos dois países se reúnem para tratar de questões sanitárias.
– Essa é uma reunião técnica que o governo brasileiro tentava marcar há anos e provavelmente resultará num protocolo com alguns pontos firmados – acrescentou.
Sanidade animal vegetal e meio ambiente foram os pontos que mais despertaram interesse do público presente no seminário.
– O Brasil trata esses dois assuntos com muito rigor, já que exportamos para mais de 140 países – comentou Stephanes.
A produção de etanol e de biodiesel também despertou a atenção dos mexicanos.
– Compartilhamos a experiência brasileira com o biodiesel, que pode ser aproveitada pelo México, especialmente por causa do modelo agrário adotado no país – finalizou o ministro.
GAÚCHOS
O diretor-comercial do Irga, Rubens Silveira, e o dirigente da Federarroz, Valdemir João Simão, estão no México há três dias negociando a abertura de mercados para o arroz gaúcho. A contaminação de cargas de arroz norte-americano para a Europa com sementes do trangênico Liberty Link, geraram desconfianças do mercado mexicano. Importadores do país estiveram no Brasil recentemente conhecendo o sistema de produção do Rio Grande do Sul e se mostraram interessados na compra de arroz longo-fino, em casca e beneficiado, para abastecer o mercado do México. O país importa 600 mil toneladas anuais, tendo os Estados Unidos como principal fornecedor.
Paralelamente, os gaúchos tratam de organizar a logística dos armazéns da CESA, em Rio Grande, para estabelecer um ponto de armazenagem e embarque exclusivo para o arroz no porto internacional. O governo do Estado sinalizou com a isenção de taxas para favorecer a abertura de mercados.
– A qualidade de nosso produto já é reconhecida pelos compradores Mexicanos. Faltam ainda os acordos comerciais. O momento é de aproximação – frisa Simão.
Com informações do MAPA


