Preço sobe num mercado bastante especulativo

Oferta menor e ligeiro aumento da demanda, além da previsão de baixo estoque final, está elevando os preços ao produtor no mercado brasileiro .

O momento é de muita especulação no mercado brasileiro de arroz, principalmente nas praças do Rio Grande do Sul, onde a disponibilidade de cereal na mão do produtor ainda é bastante significativa.

– Porém, a oferta está ocorrendo em níveis muito reduzidos – frisa o analista de SAFRAS & Mercado, Tiago Barata.

Em Alegrete, na fronteira oeste gaúcha, a saca de 50 quilos de arroz em casca tipo 1 é negociada, em média, a R$ 23,25, ante R$ 22,50 na semana anterior. Em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, a saca de 50 quilos custa R$ 22,10, contra R$ 21,75 na semana passada. Em Sinop, no Mato Grosso, a saca de 60 quilos do primavera vale R$ 26,00, ante R$ 25,25 na última semana. No mercado beneficiado, a saca de 60 quilos vale R$ 59,50 para o agulhinha tipo 1, ante R$ 58,00 na semana anterior.

Os preços, embora nominais, seguem apresentando evolução em razão da oferta retraída.

– Ao mesmo tempo, a maioria dos produtores busca resistir aos pedidos de compra em função dos preços estarem firmes – relata o analista.

Estamos diante, portanto, de uma relação de causa e conseqüência: o cereal se valoriza porque a disponibilidade é pequena, e a oferta é reduzida porque os preços estão subindo.

– Trata-se de um comportamento tradicional dos produtores e não há nada errado nisso – comenta Barata.

No entanto, também é normal entre os rizicultores buscarem liquidar o produto quando percebem um primeiro sinal de enfraquecimento.

– Aí é que está o problema – acrescenta.

Normalmente, quando os preços demonstram um principio de inversão de tendência no comportamento, os produtores vão às vendas, gerando uma posição sobre-ofertada no mercado e potencializando a desvalorização do cereal.

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