Banco do Brasil inicia operações de prorrogação de custeio no Mato Grosso
De acordo com a Superintendência Regional do Banco do Brasil em Mato Grosso, o montante dos débitos passíveis de renegociação relativos a essas três safras é de R$ 434 milhões, compreendendo 8,5 mil operações de crédito e cerca de quatro mil produtores rurais.
O Banco do Brasil (BB) dá início hoje às operações de prorrogação das parcelas de custeio e investimentos agropecuários das safras 2003/04, 2004/05 e 2005/06 vencidas e vincendas em 2007.
De acordo com a Superintendência Regional do Banco do Brasil em Mato Grosso, o montante dos débitos passíveis de renegociação relativos a essas três safras é de R$ 434 milhões, compreendendo 8,5 mil operações de crédito e cerca de quatro mil produtores rurais. Esses débitos referem-se a custeio (R$ 214 milhões) e investimentos (R$ 170 milhões do FCO e R$ 50 do Finam/BNDES).
As normas da prorrogação já foram definidas pelo BB e, a partir de hoje, todas as agências estão abertas para receber a adesão dos produtores. Ontem o gerente de mercado de Agronegócios do BB, Olímpio Vasconcelos, viajou para Sorriso (460 quilômetros ao médio norte de Cuiabá), onde se reuniu com produtores para falar sobre as regras deste novo alongamento dos débitos. Hoje ele estará em Tangará da Serra e Sapezal médio norte e noroeste de Cuiabá, respectivamente – e, na próxima semana, mais três municípios serão visitados na região de sul do Estado.
Segundo ele, todos os produtores que tiverem operações de investimentos e custeio prorrogados nas três safras e investimentos de FCO e BNDES poderão apresentar proposta ao banco a partir de hoje.
– O proponente tem que ser produtor rural cuja renda principal seja oriunda da soja, algodão, arroz ou milho – lembra Olímpio.
Ele revelou que, que em relação aos investimentos, todos poderão prorrogar. Já as dívidas de custeio serão analisadas caso a caso pelo banco.
– A orientação da instituição é para que os produtores que podem pagar devem quitar, para manter a parceria e ganhar condições de buscar novos financiamentos. Quem prorrogar não vai poder fazer novas operações de investimentos no banco – alertou.
Olímpio Vasconcelos adiantou que o BB vai ser criterioso na análise caso a caso dos produtores e somente os que se enquadrarem às regras e conseguirem comprovar a falta de capacidade de pagamento serão contemplados com a prorrogação.
PRORROGAÇÕES
No caso das dívidas de custeio agropecuário, as parcelas vencidas e vincendas este ano dos produtores que tiveram sua renda principal obtida com soja, algodão, arroz ou milho serão prorrogadas por um ano após o vencimento da última parcela.
Para as dívidas referentes aos programas de investimentos agropecuários como o Moderfrota, Prodecoop, Finame Agrícola Especial, será obrigatório o pagamento mínimo de 30% da parcela deste ano. O restante será prorrogado por um ano após o final do contrato. Será concedido ainda bônus de 15% sobre o valor da parcela integral para quem pagar parte ou o total dessa parcela.
Quanto às dívidas do Modeagro, Moderinfra, Prodeagro, Prodefruta, Progerrural, Propflora e Pronaf Investimento, os produtores terão que efetuar o pagamento mínimo de 20%, com direito à prorrogação do restante por um ano após a última prestação ou para o final do contrato e bônus de 5% sobre o valor da parcela.
Os bancos poderão prorrogar, em até 100%, as parcelas vencidas ou vincendas em 2007, desde que o produtor comprove incapacidade de pagamento do percentual mínimo exigido, limitado a 10% do saldo devedor.


