Mercado se mantém firme em agosto e com maior liquidez

Em Santa Catarina, a situação permanece estável, caracterizada pela baixa liquidez. No Mato Grosso, o mercado segue travado, com preços apresentando recuperação em conseqüência da indisponibilidade de cereal em casca.

O mercado brasileiro de arroz teve um mês de preços firmes nas principais praças de comercialização. Em Alegrete, na fronteira oeste gaúcha, a saca de 50 quilos do casca tipo 1 é negociada, em média, a R$ 24,15, ante R$ 21,75 no início de agosto. Em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, a saca de 50 quilos custa R$ 22,40, ante 21,50 no dia 01.

Em Sinop, no Mato Grosso, a saca de 60 quilos do primavera vale R$ 27,25, ante R$ 24,25 no começo do mês. No mercado beneficiado, a saca de 60 quilos vale R$ 61,50 para o agulhinha tipo 1, ante R$ 57,50 no primeiro dia de agosto.

– No Rio Grande do Sul, a valorização dos preços, até então nominal, sofreu uma desaceleração na última semana em conseqüência de um ligeiro aumento da oferta por parte dos produtores – adverte o analista de SAFRAS & Mercado, Tiago Barata.

O vencimento de mais uma parcela de financiamento e a necessidade de capitalização para custear o inicio do preparo do solo para a próxima safra influenciaram nesse aumento das vendas.

– Além disso, percebe-se também um amadurecimento dos produtores, conscientes de que a manutenção da retração da oferta poderia trazer conseqüências indesejáveis ao comportamento dos preços – completa o analista.

Em Santa Catarina, a situação permanece estável, caracterizada pela baixa liquidez. No Mato Grosso, o mercado segue travado, com preços apresentando recuperação em conseqüência da indisponibilidade de cereal em casca. Além da safra ter apresentado redução em relação ao ano anterior, os poucos produtores que ainda têm arroz estão segurando a oferta, buscando forçar uma alta que vem inviabilizando os negócios às indústrias.

Visando disponibilizar matéria-prima para as indústrias de beneficiamento e liquidar o produto de qualidade inferior, remanescente de safras antigas, a Conab realizou, dia 22, leilão de 15,7 mil toneladas de arroz no Mato Grosso.

Apesar da necessidade pelo produto, apenas 56,25% da oferta foi negociada. Participantes do leilão alegaram que o volume negociado só não foi maior em função do elevado ágio obtido em alguns lotes. O preço médio ponderado de fechamento apresentou um ágio de 17,7% em relação ao preço de abertura.

Para setembro, a Companhia já tem programado uma série de leilões de venda nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás e Pará. A realização de leilões no Rio Grande do Sul e Santa Catarina ainda não está programada

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