Reclassificação do arroz preocupa indústria em Mato Grosso

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está discutindo uma nova classificação para o arroz de padrões internacionais. Significa que o arroz tipo 1, o agulhinha produzido no Estado hoje, se transformaria em tipo 2.

Além de estar passando por problemas de desabastecimento, a indústria do arroz em Mato Grosso ainda pode sofrer um golpe mais duro: a nova classificação do grão. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está discutindo uma nova classificação para o arroz de padrões internacionais. Significa que o arroz tipo 1, o agulhinha produzido no Estado hoje, se transformaria em tipo 2.

O Sindicato da Indústria do Arroz (Sindarroz) teme a repercussão comercial disso e o presidente da entidade, Joel Guimarães Filho, pontua que tanto produtores, quanto industriais, precisam de pelo menos dois anos para fazer os investimentos em tecnologia necessários para produzir um grão nos padrões que o Mapa quer estabelecer.

A classificação atual do arroz brasileiro tem mais de 15 anos. Nesse período, Guimarães observa que as técnicas de plantio evoluíram, mas classificação não sofreu alteração. Ele afirma não ser contra a nova classificação, mas para não prejudicar o setor no Estado, o empresário defende que em vez de reclassificar os tipos do grão de hoje, o Mapa crie um novo tipo, denominado de extra, por exemplo.

Segundo ele, o consumidor não vai entender se vir na embalagem do arroz tipo 1 que está acostumado a comprar a mudança para tipo 2.

– Eles vão pensar que a qualidade caiu e isso não é verdade. A intenção do Mapa é fazer uma classificação de padrões internacionais visando melhora na exportação.

A classificação do arroz se dá pela quantidade de grãos quebrados que ele apresenta. O tipo 1 pode ter no máximo 10% de grãos quebrados. O que o Mapa propõe é que o tipo 1 só tenha até 4% de grãos quebrados.

– De imediato, Mato Grosso não tem como se adaptar. Precisamos de tempo para desenvolver a tecnologia.

A norma prévia da nova classificação está sendo discutida pelo Mapa com os setores. Depois será colocada para consulta pública na internet. A previsão é que a definição só saia no meio do ano que vem.

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