Rio Grande do Sul lança programa para geração de renda na lavoura de arroz

São cerca de 15 mil produtores e 232 mil pessoas vivendo direta ou indiretamente da produção arrozeira no Rio Grande do Sul.

Garantir a qualidade de vida dos arrozeiros gaúchos é um dos pilares do Programa Arroz RS 2007-2010, que o governo do Estado lançou nesta sexta-feira (5), em Cachoeirinha, durante a Abertura Oficial do Plantio do Arroz. O programa, dividido em três grandes áreas, quer manter a liderança do setor no Brasil, aumentando a produtividade e promovendo uma produção limpa na lavoura de arroz. Desenvolvido pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), o Programa tem mais de 30 projetos e subprojetos.

A meta é oferecer alimento de qualidade a preços competitivos à população brasileira. Para o presidente do Irga, Maurício Fischer, a evolução tecnológica da lavoura já está acontecendo.

– O Instituto quer promover rentabilidade a todos os atores envolvidos no processo de produção, industrialização e comercialização do cereal – disse, afirmando que o governo buscará a manutenção das condições ambientais sustentáveis.

As três grandes áreas de atuação do programa estão divididas em Geração e Difusão de Tecnologia, Mercado e Comercialização e Marketing e Comunicação. Nestes quatro anos, estão previstos os lançamentos de oito novos cultivares e a capacitação e treinamento de mais de 15 mil técnicos, agrônomos, produtores e trabalhadores da lavoura.

O programa prevê a produção de mil quilos por hectare a mais em quatro anos, o que representaria uma produtividade próxima de 7,5 mil quilos por hectare.

– Assim, o Estado terá rendimentos parecidos com os principais concorrentes, como Argentina, Uruguai e até mesmo Santa Catarina – afirmou o presidente do Irga, Maurício Fischer.

O aumento da produtividade reduz os custos da lavoura, com a transferência de tecnologia e projetos, como o Projeto 10.

Outro enfoque é a produção mais limpa através de práticas de manejo que melhorem o uso de recursos naturais e dos insumos agrícolas. Conforme Fischer, o programa prevê a redução do volume de água na lavoura de arroz de 10 mil para 8 mil metros cúbicos e a manutenção da lâmina de água durante todo o cultivo em 50% das lavouras.

O Irga trabalhará, também, com um grupo de trabalho, envolvendo toda a cadeia produtiva do arroz para desenvolver estudos visando à criação de novas alternativas para a comercialização do arroz. Entre as alternativas, está o Projeto de Incentivo ao Consumo de Arroz e Derivados, como a inserção da farinha de arroz em programas de alimentação escolar e a realização de oficinas de culinária e a implementação de projetos de exportação e gerenciamento do negócio arroz.

Segundo o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, João Carlos Machado, o Estado tem tecnologia para produzir ainda mais.

– As atividades realizadas pelo Irga demonstram é possível aumentar a produtividade gaúcha e alcançar a meta do programa – disse.

Importância econômica

Com 138 municípios produtores, o arroz tem um valor bruto de produção em torno de 2,91 bilhões por ano. São cerca de 15 mil produtores e 232 mil pessoas vivendo direta ou indiretamente da produção arrozeira no Estado. Na safra passada, um recorde de produtividade foi atingido no Estado, com 6,888 mil quilos por hectare.

– A meta é aumentar em mil quilos os rendimentos da lavoura até 2010 – finalizou o presidente do Irga.

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