Mercado em expectativa para o VEP

Outubro registrou queda de 3,91% nos preços do arroz. Semana mais curta e expectativa para o VEP.

A semana mais curta pelo feriadão de Finados, nesta sexta-feira, pouco movimentou o mercado de arroz no Brasil. Aumentou consideravelmente a procura de arroz gaúcho e catarinense pelas empresas do Centro do País, destacadamente do Centro-Oeste, mas sem grande volume de negócios concretizados.

O momento, segundo um importante indústrial do Mato Grosso, é de esperar as regras do VEP, para definir uma estratégia. Ele frisa que há corretores do Mato Grosso visitando produtores e indústrias gaúchas, mas fechando a compra de volumes pequenos.

A oferta diminuiu um pouco esta semana, mas não foi algo significativo. Os preços seguiram a tendência de queda, principalmente pela indicação do Cepea/Esalq. Segundo dados do Centro de Pesquisas Econômicas da Esalq, o arroz gaúcho colocado dentro da indústria está valendo R$ 22,57, indicador oficial divulgado nesta quarta-feira (31/10). Com este indicador, o arroz gaúcho em sacas de 50 quilos (58% de inteiros), perdeu 3,91% de seu preço em outubro. Na última sexta-feira o produto valia R$ 22,83. A perda foi de R$ 0,26 por saca.

A referência de preços pagos ao produtor no Rio Grande do Sul, portanto, está entre R$ 22,00 e R$ 22,50, com algumas praças forçando preços abaixo do mínimo instituído pelo governo federal. Os analistas acreditam que apesar das informações sobre estoques baixos, os preços dificilmente vão se recuperar no curto prazo por que existe um estoque muito grande na mão do Governo Federal e que será desovado dentro de alguns meses.

A pressão de venda de produto argentino também está aumentando este mês, segundo corretores. A previsão inicial de uma grande safra, que já começa a ter indicativos de que será afetada pelo excesso de chuvas que está atrasando o plantio, também é coadjuvante para a queda dos valores.

Na próxima terça-feira as regras para o VEP devem ser definidas, em reunião dos técnicos com as entidades do setor. A expectativa é de que os primeiros leilões aconteçam até o dia 15 de novembro e os volumes totais envolvidos se aproximem de 350 mil toneladas. Há muitos interesses em jogo e as indústrias gaúchas não abrem mão de ter acesso ao produto.

Em Cachoeira do Sul, Agudo, Rio Pardo, Rosário do Sul, Alegrete e Dom Pedrito, o arroz é comercializado entre R$ 22,00 e R$ 22,50, com alguns negócios já realizados abaixo dos R$ 22,00, para arroz padrão 58% de inteiros. Em São Borja e Itaqui, as variedades nobres mantêm-se com preços de até R$ 23,50 conforme a qualidade. No Litoral Norte gaúcho, os preços seguem entre R$ 23,50 (IRGA 422CL) e R$ 27,00 (417 e 409 acima de 63%). Pelotas e Camaquã remuneram até R$ 23,50 para o produto posto na indústria, mas a maior parte dos engenhos, principalmente as de grande porte, seguem fora do mercado. Alguns se mantêm importando.

ESTADOS

Em Santa Catarina, com produção e demanda ajustadas, o mercado segue firme, entre R$ 22,00 em Jaraguá do Sul e R$ 22,50 no Sul do Estado.

No Mato Grosso, o mercado recuou esta semana com a entrada de arroz gaúcho nas principais indústrias. A medida teve mais efeito psicológico. Todavia, ainda são realizados alguns negócios com produto de boa qualidade que foi reservado para o final de ano. A valorização do produto de menor qualidade, no entanto, foi comprometida pelo surgimento de ofertas gaúchas.

As primeiras lavouras plantadas apresentam problemas com a alta dos insumos e a disputa por fertilizantes e outros produtos com a soja e o milho, principalmente. As negociações que chegavam a R$ 32,00, tornaram-se bastante raras. O preço médio do arroz fica na faixa de R$ 28,00 para a saca de 60 quilos de produto de melhor qualidade (primavera).

BENEFICIADO

O mercado de arroz beneficiado esfriou esta semana com o varejo reduzindo os pedidos, já abastecido para as compras do início de mês. O preço do fardo de arroz gaúcho, tipo 1, e catarinense, comercializado entre R$ 34,00 e R$ 39,00, em média, dependendo da marca e posição no consumo. A média, para o arroz industrializado gaúcho é de R$ 34,00. O catarinense fica em R$ 37,00 colocado em São Paulo.

O saco de arroz branco, 60 quilos, é cotado a R$ 47,00 no Rio Grande do Sul e chega a São Paulo por preços entre R$ 59,00 e R$ 61,00.

Os derivados apresentaram estabilidade nas cotações, nos preços desta semana, segundo dados da Corretora Mercado, de Porto Alegre. A saca de canjicão (quebrado) segue cotada a R$ 31,00. A quirera vale R$ 23,00 e o farelo R$ 290,00 a tonelada. A Mercado indica R$ 22,00 de preço médio à saca de arroz com 50 quilos (padrão 58% de inteiros), no Rio Grande do Sul.

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