Preço do arroz já apresenta viés de baixa

Nas próximas semanas, a partir do momento em que os trabalhos de colheita forem aumentando, as cotações devem buscar patamares mais baixos.

A penúltima semana do mês de fevereiro foi marcada pela presença pouco efetiva das indústrias no mercado de arroz. No sul do Brasil, com a proximidade do ingresso da safra nova, o lado comprador vem adquirindo somente o necessário para atender a demanda imediata.

– Sendo assim, os preços já apresentam um viés de baixa, que só não se concretizou de forma mais consistente devido à escassez de oferta nas mãos dos produtores e cooperativas – comenta o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento.

Nas próximas semanas, a partir do momento em que os trabalhos de colheita forem aumentando, as cotações devem buscar patamares mais baixos.

– Esta retração é dada como certa, pois o próximo bimestre concentrará mais de 75% da oferta nacional do cereal – explica.

Neste contexto, a dúvida é qual será o piso dos preços dentro deste ano. A intensidade da queda dependerá dos artifícios que o governo utilizará para auxiliar o escoamento da produção, das cotações internacionais e do comportamento cambial.

Nesta semana, no Rio Grande do Sul a cotação média ficou em R$ 24,80 a saca de 50 quilos, oscilando de R$ 24,20, em Santa Maria, a R$ 25,40, em Pelotas. Em Santa Catarina, no norte a saca é cotada a R$ 23,00 e, no sul, a R$ 22,00.

No Mato Grosso, a queda é mais acentuada. Há um bom volume de oferta da safra nova e fraco dinamismo nas aquisições. As indústrias ainda estão abastecidas com cereal da safra velha, adquirido no final do ano passado.

Com isso, a média de preços recuou para R$ 26,19 a saca de 60 quilos.

– Além da colheita mais avançada, outro fator que potencializa a tendência de queda é a forte elevação do custo do frete, devido ao transporte da soja – conclui o analista.

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