Preços continuam subindo, mas mercado negocia pouco
Semana bastante trancada nas negociações em território gaúcho e boas notícias nas exportações. Tendência de alta se manteve
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A tendência de alta nos preços ao produtor de arroz se manteve esta semana em todo o Brasil, com ênfase no Rio Grande do Sul, estado responsável por 60% da produção nacional e 90% das exportações do cereal. O indicador Cepea/Esalq e BM&F, apontou nesta quinta-feira R$ 34,44 de preço referencial para a saca de 50 quilos, em casca, com 58×10, colocada na indústria gaúcha. Em quatro dias de comercialização, a alta foi de 21 centavos por saca e acumulou 2,74% em 11 dias de setembro. Percebe-se que, frente ao mês de agosto, a tendência de alta se consolida e mostra ligeira aceleração.
Apesar deste desempenho no indicador oficial, o mercado livre mostrou-se bastante trancado esta semana, com baixo volume de negociação. Muitas indústrias aguardam o leilão da próxima semana para fins de compra ou posicionamento do mercado.
Em Bagé e Dom Pedrito, alguns negócios à vista para arroz deste padrão na faixa de R$ 33,00. Empresas do Brasil Central negociam compra de arroz em até R$ 35,00, mas com pagamento fracionado para até 70 dias. As variedades nobres ganharam mais fôlego no Litoral Norte, batendo na casa dos R$ 42,00 a R$ 43,00 em algumas negociações para produto de alta qualidade. Na Fronteira gaúcha, negócios de arroz Irga 417 e Br Irga 409 por até R$ 37,00.
Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Bagé, Santa Maria, São Sepé, São Gabriel, Alegrete e Guaíba mantêm cotação média entre R$ 33,00 e R$ 34,00 ao produtor, pela saca padrão de 58 de inteiros. O Sul catarinense também adota posição semelhante, enquanto no Mato Grosso, com pouco produto ofertado, já existem negócios na faixa de até R$ 44,00 para o arroz Primavera colocado em Várzea Grande.
EXPORTAÇÕES
A boa notícia da semana foi o recorde de exportações de agosto, com 122 mil toneladas vendidas para o exterior, principalmente África e Caribe. O Brasil já supera 400 mil toneladas exportadas no ano agrícola, ou seja, em seis meses. E deverá consolidar a meta de 700 mil. A venda externa de produto industrializado foi comemorada pelo setor. No mês, o Brasil importou 45 mil toneladas, confirmando a previsão da Conab de que em 2008, provavelmente o país inverterá a balança comercial, vendendo mais arroz do que comprando no mercado externo. Na soma, são menos de 230 toneladas importadas no ano agrícola.
TENDÊNCIAS
Assim, acredita-se que para este semestre final do ano agrícola, haja uma recuperação maior nos preços, confirmando esta tendência de alta que ainda anda a passos lentos. Muitos produtores melhor capitalizados mantêm o arroz nos armazéns, a espera de preços. Os menos capitalizados, que optaram por depósito na indústria, ainda não receberam, mas parte deste arroz já é considerada em circulação, por um comportamento tradicional do setor. A expectativa dos principais analistas do mercado de arroz é da continuidade da alta, ainda em ritmo lento, na próxima semana, ganhando mais força a partir da última semana de setembro.
O plantio já começou em algumas localidades da fronteira e da Depressão Central gaúcha, principalmente em zonas que ulilizam o sistema de plantio pré-germinado.
MERCADO
A Corretora Mercado, de Porto Alegre, indica preços estabilizados nos derivados de arroz, com o farelo de arroz em R$ 340,00 a tonelada mesmo preço da semana passada -, bem como a quirera a R$ 30,00 e uma ligeira reação da saca do canjicão de arroz, que chegou a R$ 39,00 de média. Os preços médios da saca de arroz em casca e do beneficiado evoluíram, segundo dados da corretora de Ovídio Ferronato, alcançando R$ 34,50 para a saca do produto em casca (50kg/58×10) e R$ 66,50 para a saca de 60 quilos do beneficiado tipo 1.


